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Adeus Meu Bairro

Los Olimareños

Adiós Mi Barrio

Viejo barrio que te vas
Te doy mi último adiós
Ya no te veré más
Con tu negro murallón
Desaparecerá
Toda una tradición
Mi viejo barrio Sur
Triste y sentimental
La civilización
Te clava su puñal
En tus calles de ilusión
Fue donde se acunó
El tango compadrón

Ya no está tu famosa muralla
Cuyas sombras sirvieron mil veces
De testigo a los guapos de laya
Que morían por un corazón

Y en las noches de lunas febriles
Al compás rezongón de las olas
Los muchachos con sus tamboriles
Ya no entonan su alegre canción

Viejo barrio que te vas
Te doy mi último adiós
Ya no te veré más
Con tu negro murallón
Desaparecerá
Toda una tradición
Mi viejo barrio Sur
Triste y sentimental
La civilización
Te clava su puñal
En tus calles de ilusión
Fue donde se acunó
El tango compadrón

El boliche ha cerrado sus puertas
Ya no hay risas, ni luz ni alegría
Y en las calles ruinosas, desiertas
Sopla un viento de desolación

La piqueta fatal del progreso
Arrancó mil recuerdos queridos
Y parece que el mar en un rezo
Demostrara también su aflicción

Barrio Sur, viejo barrio querido
Que te van arrancando a pedazos
Perfumao con olor de leyendas
Para vos es mi canto

Para vos, barrio Sur de mi vida
Que me viste jugar de muchacho
Y guardás en tus calles estrechas
Mil recuerdos sagrados

Para vos, viejo barrio compadre
De pañuelo y chambergo ladeado
Que tenés mansedumbre de niño
Y arrogancias de macho

Para vos, viejo barrio compadre
Que engendrastes el tango
Con pasiones, tragedias y risas
Para vos es mi canto

Viejo barrio que te vas
Te doy mi último adiós
Ya no te veré más
Ya no te veré más
Ya no te veré más
Ya no te veré más

Adeus Meu Bairro

Velho bairro que se vai
Te dou meu último adeus
Não vou te ver mais
Com seu muro negro
Desaparecerá
Toda uma tradição
Meu velho bairro Sul
Triste e sentimental
A civilização
Te crava seu punhal
Nas suas ruas de ilusão
Foi onde se embrenhou
O tango camarada

Já não está sua famosa muralha
Cujo sombra serviu mil vezes
De testemunha aos valentões
Que morriam por um coração

E nas noites de luas febris
Ao compasso resmungão das ondas
Os moleques com seus tamborins
Já não entoam sua alegre canção

Velho bairro que se vai
Te dou meu último adeus
Não vou te ver mais
Com seu muro negro
Desaparecerá
Toda uma tradição
Meu velho bairro Sul
Triste e sentimental
A civilização
Te crava seu punhal
Nas suas ruas de ilusão
Foi onde se embrenhou
O tango camarada

O bar fechou suas portas
Já não há risadas, nem luz nem alegria
E nas ruas ruinosas, desertas
Sopra um vento de desolação

A picareta fatal do progresso
Arrancou mil lembranças queridas
E parece que o mar em uma oração
Demonstrasse também sua aflição

Bairro Sul, velho bairro querido
Que estão te arrancando a pedaços
Perfumado com cheiro de lendas
Para você é meu canto

Para você, bairro Sul da minha vida
Que me viu brincar de menino
E guarda em suas ruas estreitas
Mil lembranças sagradas

Para você, velho bairro camarada
De lenço e chapéu de lado
Que tem a mansidão de criança
E arrogâncias de macho

Para você, velho bairro camarada
Que gerou o tango
Com paixões, tragédias e risadas
Para você é meu canto

Velho bairro que se vai
Te dou meu último adeus
Não vou te ver mais
Não vou te ver mais
Não vou te ver mais
Não vou te ver mais

Composição: Víctor Soliño, Ramón Collazo