José Madero
Ustedes deberían oírle cantar
Es el único policía nacional
Que ameniza banquetes y cenas
Y además afina con la sirena
Él, al contrario que sus colegas
No se emborracha y casi nunca pega
Su pasión es cantar boleros
Y su nombre es José Madero
Sale solo al escenario
Deja su fusco en el armario
Y si hay bronca en el local
Llama a la rondalla de la Nacional
Tiene un público fiel que lo sigue a diario
Su club de fans son todos expresidiarios
Y al cantar canciones de Alberto Cortez
Todas las putas se ponen a sus pies
Tócamela, tócamela de nuevo
Tócamela, tócamela madero
Tócamela, tócamela de nuevo
Tócamela, tócamela madero
Tiene camelados a los camareros
Que le dan el soplo si entra algún ratero
Y tiene camelados a los empresarios
Que le hacen regalos de su talonario
Y es que canta tan bien
Y es que canta tan bien
Y es que canta
Tócamela, tócamela de nuevo
Tócamela, tócamela madero
Tócamela, tócamela de nuevo
Tócamela, tócamela madero
Sireno, madero
Madero, sireno
José Madero
Vocês deviam ouvir ele cantar
É o único policial nacional
Que anima banquetes e jantares
E ainda afina com a sirene
Ele, ao contrário dos colegas
Não se embriaga e quase nunca bate
Sua paixão é cantar boleros
E seu nome é José Madero
Sai sozinho pro palco
Deixa sua arma no armário
E se rolar briga no local
Chama a galera da Nacional
Tem um público fiel que o segue todo dia
Seu fã-clube é só de ex-presidiários
E ao cantar músicas do Alberto Cortez
Todas as putas se jogam aos seus pés
Toca de novo, toca de novo
Toca de novo, toca de novo, Madero
Toca de novo, toca de novo
Toca de novo, toca de novo, Madero
Tem os garçons na mão
Que avisam se entra algum ladrão
E tem os empresários na mão
Que fazem presentes do seu talão
E é que ele canta tão bem
E é que ele canta tão bem
E é que ele canta
Toca de novo, toca de novo
Toca de novo, toca de novo, Madero
Toca de novo, toca de novo
Toca de novo, toca de novo, Madero
Sireno, Madero
Madero, sireno