Por Que Comienza El Fín
No queda nada más que la costumbre
Ni otro fuego en torno que esta lumbre
Desnudos como noche tras el Sol
Somos la alquimia del alcohol
Cuerpos vencidos por la herrumbre
Tendidos entre sombras del ayer
Tan solo un hombre, una mujer
Resabios de un amor
Ninguno de los dos quiso jugarse
Cumplida la rutina hasta agotarse
El mundo fue un pretexto para huir
Hacia la luz de otro jardín
Para volver a enamorarse
El día abrió los ojos junto a Dios
Para olvidarse de los dos
Porque comienza el fin
(Ya vez que todo termina)
(Y el alma empieza a olvidar)
(Las manos son despojos del dolor)
(Un frágil pétalo el amor)
(Nos vio rodar como suicidas)
(Y ahora sobre el nuevo amanecer)
(Quiero el milagro de tu piel)
(Y renacer en vos)
No hay restos de ese aroma que se ha ido
Que pueda rescatarnos del olvido
Tapados entre lágrimas y alcohol
No damos cuenta del error
Y valoramos lo perdido
Si al menos fuera un sueño nada más
Que alguien rompiera contra el mal
Hiriéndolo de amor
Sembramos contra el viento y contra el frío
Sin nada más que espumas de rocío
La tierra siempre ávida de luz
Tuvo en la sombra fosa y cruz
Con tu recuerdo y con el mío
Semillas de un fantasma sin edad
Que anda de luto en la ciudad
Porque comienza el fin
Por aquilo que o fim começa
Não resta mais nada além do costume
Nenhum outro fogo ao redor além deste fogo
Nu como a noite depois do sol
Nós somos a alquimia do álcool
Corpos vencidos pela ferrugem
Deitado entre as sombras de ontem
Apenas um homem, uma mulher
Sabor de um amor
Nenhum deles queria jogar
Concluiu a rotina até ficar exausto
O mundo era uma desculpa para fugir
Em direção à luz de outro jardim
Para se apaixonar novamente
O dia em que ele abriu os olhos com Deus
Para esquecer ambos
Porque o fim começa
(Quando tudo acabar)
(E a alma começa a esquecer)
(As mãos são restos de dor)
(Uma frágil pétala de amor)
(Ele nos viu rolando como suicidas)
(E agora sobre o novo amanhecer)
(Eu quero o milagre da sua pele)
(E renascer em você)
Não há nenhum vestígio daquele perfume que desapareceu
Isso pode nos resgatar do esquecimento
Coberto de lágrimas e álcool
Não percebemos o erro
E valorizamos o que foi perdido
Se fosse apenas um sonho
Que alguém quebraria contra o mal
Machucando-o com amor
Semeamos contra o vento e contra o frio
Com nada além de espumas de orvalho
A terra sempre ávida por luz
Ele tinha um túmulo e uma cruz nas sombras
Com a sua memória e a minha
Sementes de um fantasma sem idade
Quem está de luto na cidade
Porque o fim começa
Composição: Jorge Milikota, Jorge Diaz Bavio