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Cercado por um Niilismo Infinito

Love Lies Bleeding

Surrounded By Infinite Nihilism

Curse of ages that surrounds me now
Paintings depicting nightmares absurds
I fear what my own hands bring out of the clay
Colours out of controls melt in visions I flee
The portrait changes itself by everyday
I can't even look at my forsaken face

With it wicked eyes it lurks around
Seeking its reflection my eyes always down

It forces me to murder every night
And feed the colours with the taint of life
Roting more by everyday as I glorify misery

Icons of oblivion
Take forms into my hands
Twisted writings
As all around blurs and merges black
I forbid myself to create any further
But the creation holds me like a puppet
Pantomine without shape
I ritualise through pain

And I'm sure
That it lives
It seeks me out
It hunts me down
It feeds on me
It licks my fears
It's eyes are evolving to pure evilness
Pain. Art. Crime.
It. is. I.

The portrait changes itself by everyday
I can't even look at my forsaken face

With it wicked eyes it lurks around
Seeking its reflection my eyes always down

Scissors will cut through all this light
And bring my eyes to nothingness
How could obsessions follow me into monochromy?
I won't even see the blood of my eyes
Will reality fall with sight?
Does anything exist out of colours?
And the damned eyes of the mirror
Will they still see and look at me?

Cercado por um Niilismo Infinito

A maldição das eras que me cerca agora
Pinturas retratando pesadelos absurdos
Eu temo o que minhas próprias mãos trazem do barro
Cores fora de controle derretem em visões que fujo
O retrato se transforma a cada dia
Eu nem consigo olhar para meu rosto abandonado

Com seus olhos malignos, ela espreita por aí
Buscando seu reflexo, meus olhos sempre pra baixo

Ela me força a assassinar toda noite
E alimentar as cores com a mancha da vida
Apodrecendo mais a cada dia enquanto glorifico a miséria

Ícones do esquecimento
Tomam formas nas minhas mãos
Escritas distorcidas
Enquanto tudo ao redor se embaça e se funde em preto
Eu me proíbo de criar mais
Mas a criação me segura como um fantoche
Pantomima sem forma
Eu ritualizo através da dor

E eu tenho certeza
Que ela vive
Ela me busca
Ela me persegue
Ela se alimenta de mim
Ela lambe meus medos
Seus olhos estão evoluindo para pura maldade
Dor. Arte. Crime.
Ela. sou. eu.

O retrato se transforma a cada dia
Eu nem consigo olhar para meu rosto abandonado

Com seus olhos malignos, ela espreita por aí
Buscando seu reflexo, meus olhos sempre pra baixo

Tesouras vão cortar toda essa luz
E trazer meus olhos para o nada
Como as obsessões poderiam me seguir para a monocromia?
Eu nem vou ver o sangue dos meus olhos
A realidade vai cair com a visão?
Algo existe fora das cores?
E os olhos malditos do espelho
Eles ainda vão me ver e olhar para mim?

Composição: