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E aí, Meu Irmão

Luar na Lubre

Olla Meu Irmao

Olla meu irmao honrado, o que acontece con Daniel
Os que o tiñan desterrado agora falan ben del

O palurdo de alma lerda
O tendeiro desertor
O vinculeiro da merda, disfrazado de señor

O lerdo carca refrito, o monifate de entroido
O aprendiz de señorito, marqués de quero e non poido

O badoco endomingado
O franquista pousafol
O forricas desleigado, o pequeño burgués mol

O devoto do onanismo
O feligrés de pesebre
O tolleito de cinismo, o que dá gato por lebre

O rateiro do peirao
O refugallo incivil
Válense de Castelao para esconder a caste vil

Escoita puto nefando
Criado na servidume
Non pasará o contrabando dese teu noxento estrume

Grotesco escriba sandez
Inxertado nun raposo
Castelao nunca foi teu, porque Castelao é noso

I anque a ti che importe un pito
Sabrás que é cousa sabida
Que estás incurso en delito de apropriación indebida.

E aí, Meu Irmão

E aí, meu irmão honrado, o que aconteceu com Daniel
Os que o tinham desterrado agora falam bem dele

O palerma de alma lenta
O vendedor desertor
O vinculado à merda, disfarçado de senhor

O lerdo carca refrito, o palhaço de carnaval
O aprendiz de senhorito, marquês de quero e não posso

O badoco endomingado
O franquista vagabundo
O desleixado, o pequeno burguês mol

O devoto do onanismo
O fiel do presépio
O idiota do cinismo, o que dá gato por lebre

O rato do cais
O refugado incivil
Usam Castelao pra esconder a classe vil

Escuta, seu puto nefando
Criado na servidão
Não vai passar o contrabando desse teu nojentão

Grotesco escriba de besteira
Enfiado num raposo
Castelao nunca foi teu, porque Castelao é nosso

E mesmo que pra você não importe um pito
Saberás que é coisa sabida
Que estás incurso em delito de apropriação indevida.

Composição: