Cantiga de Falván
Cando quero canto, canto
cando canto canto ben(e)
non se me pon no camiño
arrodeo de ninguen(e)
Ai Amor, arrodeo de ninguen(e).
Se en Galiza traballasen
os que arrumban o diñeiro
medraria pan na artesa
e millo no cabaceiro
Ai Amor, e millo no cabaceiro.
A vida que leva o probe
e como a vida de un grilo
polo dia moita fame
pola noite moito frio
Ai Amor, pola noite moito frio.
Esta noite ha de chover
que leva cercado a lua
para uns e sinal de fame
para outros de chea e fartura
Ai Amor, para outros de chea e fartura.
Voa unha vella cantiga
entre as uces de falvan(e)
que me rouba o sentimento
e me traba como un can(e).
Ai Amor, e me traba como un can(e).
Canção de Falván
Quando quero canto, canto
quando canto canto bem
não me ponho no caminho
me rodeio de ninguém
Ai Amor, me rodeio de ninguém.
Se na Galícia trabalhassem
os que jogam o dinheiro fora
cresceria pão na mesa
e milho no celeiro
Ai Amor, e milho no celeiro.
A vida que leva o pobre
e como a vida de um grilo
pelo dia muita fome
pela noite muito frio
Ai Amor, pela noite muito frio.
Esta noite vai chover
que a lua está encoberta
para uns é sinal de fome
para outros de fartura e abundância
Ai Amor, para outros de fartura e abundância.
Voa uma velha canção
entre as ervas de falván
que me rouba o sentimento
e me prende como um cão.
Ai Amor, e me prende como um cão.