395px

Alfonsina e o Mar

Lucecita Benítez

Alfonsina y El Mar

Por la blanda arena que lame el mar
Su pequeña huella no vuelve mas,
Un sendero solo de pena y silencio llego
Hasta el agua profunda,
Un sendero solo de penas mudas llego
Hasta la espuma.
Sabe dios que angustia te acompaño
Que dolores viejos callo tu voz
Para recostarte arrullada en el canto
De las caracolas marinas
La cancion que canta en el fondo oscuro del mar
La caracola.
Te vas alfonsina con tu soledad
Que poemas nuevos fuiste a buscar ...?
Una voz antigua de viento y de sal
Te requiebra el alma y la esta llevando
Y te vas hacia alla como en sueños,
Dormida, alfonsina, vestida de mar ...
Cinco sirenitas te llevaran
Por caminos de algas y de coral
Y fosforecentes caballos marinos haran
Una ronda a tu lado
Y los habitantes del agua van a jugar
Pronto a tu lado.
Bajame la lampara un poco mas
Dejame que duerma nodriza en paz
Y si llama el no le digas que estoy
Dile que alfonsina no vuelve ...
Y si llama el no le digas nunca que estoy,
Di que me he ido ...
Te vas alfonsina con tu soledad
Que poemas nuevos fuiste a buscar ...?
Una voz antigua de viento y de sal
Te requiebra el alma y la esta llevando
Y te vas hacia alla como en sueños,
Dormida, alfonsina, vestida de mar ...

Alfonsina e o Mar

Pela areia macia que o mar lambe
Sua pequena pegada não volta mais,
Um caminho só de dor e silêncio chegou
Até a água profunda,
Um caminho só de penas mudas chegou
Até a espuma.

Sabe Deus que angústia te acompanhou
Que dores antigas calaram sua voz
Para te recostar embalada no canto
Das conchas marinhas
A canção que canta no fundo escuro do mar
A concha.

Você vai, Alfonsina, com sua solidão
Que poemas novos você foi buscar ...?
Uma voz antiga de vento e de sal
Te despedaça a alma e a está levando
E você vai pra lá como em sonhos,
Dormindo, Alfonsina, vestida de mar ...

Cinco sereias te levarão
Por caminhos de algas e de coral
E cavalos marinhos fosforescentes farão
Uma roda ao seu lado
E os habitantes da água vão brincar
Logo ao seu lado.

Baixa a lâmpada um pouco mais
Deixa eu dormir, enfermeira, em paz
E se ele chamar, não diga que estou
Diga que Alfonsina não volta ...
E se ele chamar, não diga nunca que estou,
Diga que fui ...

Você vai, Alfonsina, com sua solidão
Que poemas novos você foi buscar ...?
Uma voz antiga de vento e de sal
Te despedaça a alma e a está levando
E você vai pra lá como em sonhos,
Dormindo, Alfonsina, vestida de mar ...

Composição: Ariel Ramírez