Andava em festas na cidade com pessoas vazias
Disfarçava a verdade das noites sombrias
Entre riso e fingimento na mesa da ilusão
No copo um sentimento de dor e decepção
Garrafas por amor e ressaca de solidão
Trancado no meu quarto, no escuro do medo
Espalhado, bem guardado um obscuro segredo
Overdose de prazer, neurose de morrer
A janela no jeito, premeditando o desfecho
Se meu peito parar de bater
Cinzeiro e fumaça, agradava o inimigo
Balada e cachaça me afastava de Cristo
Jesus não suportou me perder pro vício
Me abraçou, me resgatou e me chamou de filho
O céu se abriu quando me viu chorar
O inferno insistiu em querer me matar
Me ajoelhei pra orar e Deus me falou assim
Aquele que crer em mim
Ainda que esteja morto, viverá
Aquele que crer em mim
Ainda que esteja morto, viverá