395px

Como em um velho tango

Luis Alposta

Como en un viejo tango

Muchas veces, después que la cortamos,
me hice el bocho y pensé que te quería.
Y tu perfil de mina silenciosa
jugando entre ratones sonreía.

¡Tanta biaba de mimos y de besos!
Me pregunto por qué, cuando me acuerdo,
te abrís como un capullo, propiamente,
y hay perfume francés en el recuerdo.

Es la cinta que guarda mi memoria,
la que al rebobinar, de tanto en tanto,
me muestra en color sepia antiguas horas
que sin saber por qué vuelven al canto.

¡Pero no! Ya comprendo este balurdo.
A través de tu imagen sólo evoco,
como en un viejo tango, aquellos años
que se han tomado el piro poco a poco.

Que a socavados rumbos han cantado
con sus versos de rante poesía.
Por eso ha sido que al pensar en ellos,
he llegado a pensar que te quería.

Como em um velho tango

Muitas vezes, depois que a gente termina,
me fiz de bobo e pensei que te amava.
E seu perfil de garota silenciosa
brincando entre ratos sorria.

Tanta enrolação de carinhos e beijos!
Me pergunto por que, quando lembro,
você se abre como um botão, de verdade,
e tem perfume francês na lembrança.

É a fita que guarda minha memória,
a que ao rebobinar, de vez em quando,
me mostra em sépia horas antigas
que sem saber por que voltam ao canto.

Mas não! Já entendi essa confusão.
Através da sua imagem só evoco,
como em um velho tango, aqueles anos
que foram se esvaindo pouco a pouco.

Que em caminhos tortuosos cantaram
com seus versos de poesia rasgada.
Por isso foi que ao pensar neles,
cheguei a pensar que te amava.

Composição: