Alma de Bandoneón
Yo me burlé de vos
Porque no te entendí
Ni comprendí tu dolor.
Tuve la sensación
De que tu canto cruel
Lo habías robao, bandoneón...
Recién comprendo bien
La desesperación
Que te revuelve al gemir
¡sos una oruga que quiso
Ser mariposa antes de morir!
Fue tu voz,
Bandoneón,
La que me confió
El dolor
Del fracaso
Que hay en tu gemir;
Voz que es fondo
De la vida oscura
Y sin perdón,
Del que soñó volar
Y arrastra su ilusión
Llorándola...
Igual que vos soñé...
Igual que vos viví
Sin alcanzar mi ambición.
Alma de bandoneón
-alma que arrastro en mí-
Voz de desdicha y de amor,
Te buscaré al morir,
Te llamaré en mi adiós,
Para pedirte perdón,
Y al apretarte en mis brazos,
Darte en pedazos
Mi corazón.
Alma de Bandoneón
Eu me zoei de você
Porque não te entendi
Nem compreendi sua dor.
Tive a sensação
De que seu canto cruel
Você tinha roubado, bandoneón...
Só agora entendo bem
A desesperação
Que te revira ao gemer
Você é uma lagarta que quis
Ser borboleta antes de morrer!
Foi sua voz,
Bandoneón,
A que me confiou
A dor
Do fracasso
Que há no seu gemer;
Voz que é fundo
Da vida escura
E sem perdão,
De quem sonhou voar
E arrasta sua ilusão
Chorando-a...
Assim como você sonhei...
Assim como você vivi
Sem alcançar minha ambição.
Alma de bandoneón
-alma que arrasto em mim-
Voz de desgraça e de amor,
Vou te buscar ao morrer,
Vou te chamar no meu adeus,
Para te pedir perdão,
E ao te apertar em meus braços,
Te dar em pedaços
Meu coração.