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Covardia

Luis César Amadori

Cobardía

No se que daño he hecho yo pa' merecer
esta cadena inaguantable de dolor,
que cuando no te beso no puedo respirar
y siento que me ahoga tus labios al besar.
De sufrir tanto perdí la dignidad
y no me importa saber que me engañás.
¿No ves que necesito de vos? Te quiero ver.
Habláme como siempre. Decí que me querés.

Yo se que es mentira
todo lo que estás diciendo,
que soy en tu vida
sólo un remordimiento.
Yo se que es de pena
que mentís pa' no matarme;
lo se, y sin embargo
sin esa mentira no puedo vivir.

Anoche mismo he podido comprobar
que ni la puerta de esta casa respetás;
yo vi con estos ojos los besos que te dio
y oí que se reían burlándose los dos.
Humildemente, sin embargo, ya lo ves,
yo te pregunto: ¿Todavía me querés?,
y cerrando los ojos escucho que jurás
que nunca me engañaste, que no me olvidarás.

Covardia

Não sei que mal eu fiz pra merecer
essa corrente insuportável de dor,
que quando não te beijo não consigo respirar
e sinto que me afoga teus lábios ao beijar.
De sofrer tanto perdi a dignidade
e não me importa saber que me enganou.
Você não vê que preciso de você? Quero te ver.
Fala comigo como sempre. Diz que me ama.

Eu sei que é mentira
tudo que você está dizendo,
que sou na sua vida
só um remorso.
Eu sei que é triste
que você mente pra não me matar;
sei disso, e mesmo assim
sem essa mentira não consigo viver.

Ontem à noite pude comprovar
que nem a porta dessa casa você respeita;
eu vi com esses olhos os beijos que te deu
e ouvi que os dois riam se zombando.
Humildemente, no entanto, já vê,
eu te pergunto: Você ainda me ama?,
e fechando os olhos ouço você jurar
que nunca me enganou, que não vai me esquecer.

Composição: