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Sua lembrança nos espelhos

Luiz Marenco

Tu recuerdo en los espejos

Toda la tristeza de una milonga
Se oye en la fria noche de lluvia
Entre los vasos tu recuerdo ronda
Como una estrella que ya no me alumbra

Ni "Zitarroza" me da consuelo
En estas horas de tantas nubes
Quizás el vino me traiga el sueño
Antes que se apaguem mis pocas luces

Miro tus ojos en algun retrato
Ya amarillado por tanto tiempo
Tengo tu vida quieta em mis manos
Y tu ausencia en los espejos

Toda la nostalgia que tiene un tango
Me llega hoy junto a tu recuerdo
Cielo sin luna que llevo afuera
Noches de invierno que traigo adentro

Suena la tristeza de una milonga
En un bandoneon por la madrugada
La lluvia es fría y tu amor es sombra
Que ya no quema como ayer el alma

Quizás Gardel nos encuentre un dia
Entre el olvido y la oscuridad
En bares distintos... mesas vacías
Tan lejos sufriendo nuestra soledad.

Sua lembrança nos espelhos

Toda a tristeza de uma milonga
Se ouve na fria noite de chuva
Entre os copos sua lembrança ronda
Como uma estrela que já não me ilumina

Nem "Zitarroza" me dá consolo
Nessas horas de tantas nuvens
Talvez o vinho me traga o sono
Antes que se apaguem minhas poucas luzes

Olho seus olhos em algum retrato
Já amarelado por tanto tempo
Tenho sua vida parada em minhas mãos
E sua ausência nos espelhos

Toda a nostalgia que tem um tango
Me chega hoje junto ao seu lembrete
Céu sem lua que levo lá fora
Noites de inverno que trago dentro

Soa a tristeza de uma milonga
Em um bandoneon pela madrugada
A chuva é fria e seu amor é sombra
Que já não queima como ontem a alma

Talvez Gardel nos encontre um dia
Entre o esquecimento e a escuridão
Em bares diferentes... mesas vazias
Tão longe sofrendo nossa solidão.

Composição: Martin Cesar