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A Gorda

Lujuria

La Gorda

Ocho de la mañana, yo no me puedo levantar,
una gorda en mi cama no ha dejado de roncar.
Cuando pienso que he dormido con semejante animal
se me suben los colores, se me baja la moral.
No, no, no pienso volver a beber.
No, no, no debo picar otra vez.
Salte de mi cama, me la vas a reventar.
Métete una ducha y a la calle a pasear.

Al bajar las escaleras la vecina me saluda;
se sonrie por lo bajo y a mi me queda una duda
que si me tira los tejos, que si se rie de mi,
pues la gorda me persigue y no parece muy feliz.
Ya estoy en la calle, no se donde está el coche;
la cabeza me da vueltas, no sé que hice anoche
y la gorda me da voces que la lleve a su casa,
que su viejo es comisario y no le va a hacer mucha gracia.

No, no pienso volver a beber.
No, no, no debo picar otra vez.
Maldita sea la gorda, en que lio me ha metido
por llegar tarde al trabajo el jefe me ha despedido.
Ahora llego a casa, otra sorpresa me espera;
el piso reventado, ropa por la escalera.
Maldigo a mi suerte pero al cielo le doy gracias
y ya es imposible que me pasen mas desgracias.
Tal vez jure muy pronto, creo que me he equivocado
pues el novio de la gorda me buscaba y me ha encontrado.
Y para demostrarme que los cuernos son pesados
ha hecho una papilla con mis huesos machacados.

No, no, no pienso volver a beber.
No, no, no debo picar otra vez.
Ya solo falta una última desgracia:
de camino al hospital ¡Se me jode la ambulancia!

A Gorda

Oito da manhã, não consigo levantar,
uma gorda na minha cama não para de roncar.
Quando penso que dormi com um bicho desse tamanho
me sobe a vergonha, me desce o ânimo.
Não, não, não vou beber de novo.
Não, não, não devo cair na tentação outra vez.
Sai da minha cama, você vai me arrebentar.
Toma um banho e vai dar uma volta na rua.

Descendo as escadas, a vizinha me cumprimenta;
sorrindo por baixo, me deixa uma dúvida
se ela tá afim de mim, se tá rindo de mim,
pois a gorda me persegue e não parece muito feliz.
Já tô na rua, não sei onde tá o carro;
a cabeça tá girando, não sei o que fiz ontem à noite
e a gorda grita pra eu levar ela pra casa,
que o pai dela é comissário e não vai achar graça.

Não, não vou beber de novo.
Não, não, não devo cair na tentação outra vez.
Maldita seja a gorda, que encrenca eu me meti
por chegar atrasado no trampo, o chefe me mandou embora.
Agora chego em casa, outra surpresa me espera;
o apê tá uma bagunça, roupa pela escada.
Maldigo minha sorte, mas agradeço ao céu
e já é impossível que me aconteça mais desgraça.
Talvez eu jure muito em breve, acho que errei
pois o namorado da gorda me procurava e me encontrou.
E pra me mostrar que os chifres são pesados
fez um mingau com meus ossos quebrados.

Não, não, não vou beber de novo.
Não, não, não devo cair na tentação outra vez.
Só falta uma última desgraça:
no caminho pro hospital, a ambulância quebra!