Sete serpentes sob os pés
Trezes cálices com absinto
Doze espinhos ao revés
Três taças de vinho tinto
Velha raiz, sempre no encalço
Sussurrando na escuridão
Velhos hábitos domados no laço
Na espreita, de prontidão
Mais passos na areia
Mais perto o oásis
Maior a fadiga
Certo o refrigério
Nunca cessar a batalha
Por aqueles que portam minha joia
Não desvanecer na fornalha
Atravessar o fogo, portador da vitória
E como um singelo lírio
Mostrar candura
E a opulenta tulipa
A tecer formosura