La Rebelión
Presos, bastardos, mangantes, tarados, locos, venaos y sin fe,
ratas de olvido de fuerte ladrido
no se arrodillan aunque tú los veas caer
gachos valientes marcaos o sin dientes
hoy los ves mañana no se
putas sin clientes echadas palante
salieron a la calle gritando tan fuerte
que los oídos petaban la gente chillaba
no paraba de correr y no te hablan de política
ni son de partido, no llevan corbata
ni falta les hace camino y a pie
Es una rebelión dicen que hoy es día de fiesta
y no me cuentes tu vida mamon
que ellos no les interesa
Ricos de empeño solos y sin dueño xanantes del dale otra vez,
coyotes ya viejos pero que escupen y se quejan
no te pongas delante o caerás,
bufones de aldea que se ríen y se cabrean
hoy es su día a ver entérate
macacos hambrientos con ganas de bronca de bronca
Cante, cante, cante y sáquese la corbata
y vera que respira mejor.
A Rebelião
Presos, bastardos, vagabundos, doidos, malucos, sem fé,
Ratos esquecidos de forte grito
Não se ajoelham, mesmo que você os veja cair
Valentes sem dentes ou com marcas
Hoje estão aqui, amanhã não se sabe
Prostitutas sem clientes, deitadas pra frente
Saíram pra rua gritando tão alto
Que os ouvidos estouravam, a galera gritava
Não parava de correr e não falam de política
Nem são de partido, não usam gravata
E nem precisam, vão a pé
É uma rebelião, dizem que hoje é dia de festa
E não me conte sua vida, seu otário
Porque isso não interessa pra eles
Ricos de fachada, sozinhos e sem dono, viciados no 'dá outra vez',
Coyotes já velhos, mas que cuspem e reclamam
Não fique na frente ou você vai cair,
Bufões de aldeia que riem e se irritam
Hoje é o dia deles, fique sabendo
Macacos famintos com vontade de briga, de briga
Cante, cante, cante e tire a gravata
E verá que respira melhor.