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BONECAS BOLIVIANAS

Madame

BAMBOLINE BOLIVIANE

Mi fanno: Ma che bello il tuo nuovo ragazzo
Peccato che sia solo una groupie col cazzo
Peccato per la fuffa che c'ho dietro il collo
Non mi fido neanche del mio modus operandi
Odio le catene d'oro, pff, capitalisti
Pende solo quella del brand che mi ha chiesto il feat
Ho contatti per il mondo, sono TripAdvisor
Ho canne e sesso da ogni parte, basta contattare
Sono brava a vendere e brava a vendermi
Per racimolare i soldi per girare il mondo
In ogni angolo del globo voglio trovare un confine
Per convincermi che ho anch'io dei limiti in fondo
Ma non lo capisco mai, divento sempre più larga
Più passa il tempo, più cammino più distante
Ho salutato mamma, l'anno prossimo sto sola
Non l'è caduta una lacrima, non mi ha creduto un attimo
Ma ti dico che è così

Sempre difficile credere a un genio vestito da bambino
Più facile diffidare del proprio intestino
Per non sbagliare e dire: È colpa mia
Qua la colpa sarà mia, chiedo già perdono
Preparami una sedia o ti compro una poltrona

Dimmi di più, eh, eh, eh, eh
Che non lo so?
Vuoi dire di più? Eh, eh, eh, eh
Che io non lo so se non lo sai tu

Bamboline boliviane sul mio sofà a quattro piani
Rido senza autocontrollo con la polvere di fata
Pargolina, salivando mi fai raggiungere orgasmi
Sul mio letto, a quattro passi dal bidet per rinfrescarti
Sono sempre stata sola
Con me e me stessa solo
Che ora entrare in relazione
Sembra un parto
Col tempo la solitudine si è fatta abitudine
Nel fegato le incudini mi hanno creato i buchi
Le mie paranoie stupide son diventate musica
Chissà nel mio futuro se il dolore sarà utile
Io sono sempre umile e ho grandi aspettative
Se ti vedi già di sopra, non ti alzi di un millimetro
Anche se ho calpestato molta gente che invidiavo
Devo trovarne altra da lodare e poi sopprimere, baby

Dimmi di più, eh, eh, eh, eh
Che non lo so?
Vuoi dire di più? Eh, eh, eh, eh
Che io non lo so se non lo sai tu

Sono sempre stata sola
Con me e me stessa solo
Sono sempre stata sola
Con me e me stessa solo

BONECAS BOLIVIANAS

Eles dizem: Que lindo o seu novo namorado
Pena que ele é apenas um fã com um pênis
Pena pela besteira que tenho atrás do pescoço
Não confio nem no meu modo de agir
Odeio correntes de ouro, pff, capitalistas
Apenas uso a do marca que me pediu a participação
Tenho contatos pelo mundo, sou o TripAdvisor
Tenho maconha e sexo de todos os lados, basta entrar em contato
Sou boa em vender e em me vender
Para juntar dinheiro para viajar pelo mundo
Em cada canto do globo quero encontrar um limite
Para me convencer de que também tenho limites no fundo
Mas nunca entendo, sempre me torno mais ampla
Quanto mais o tempo passa, mais ando, mais distante
Saudade, mãe, no próximo ano estarei sozinha
Não caiu uma lágrima, ela não acreditou em mim por um instante
Mas te digo que é assim

Sempre difícil acreditar em um gênio vestido de criança
Mais fácil desconfiar do próprio intestino
Para não errar e dizer: É minha culpa
A culpa será minha aqui, peço desculpas antecipadamente
Prepare uma cadeira ou te compro uma poltrona

Me diga mais, eh, eh, eh, eh
Que eu não sei?
Quer dizer mais? Eh, eh, eh, eh
Que eu não sei se você não sabe

Bonecas bolivianas no meu sofá de quatro andares
Rio sem controle com o pó de fada
Pequena, salivando, você me faz atingir orgasmos
Na minha cama, a quatro passos do bidê para se refrescar
Sempre estive sozinha
Comigo mesma apenas
Agora entrar em um relacionamento
Parece um parto
Com o tempo, a solidão se tornou um hábito
No fígado, as bigornas criaram buracos em mim
Minhas paranoias estúpidas se tornaram música
Quem sabe no meu futuro a dor será útil
Sempre fui humilde e tenho grandes expectativas
Se você já se vê acima, não se levanta um milímetro
Mesmo que tenha pisado em muitas pessoas que invejava
Devo encontrar outras para elogiar e depois suprimir, baby

Me diga mais, eh, eh, eh, eh
Que eu não sei?
Quer dizer mais? Eh, eh, eh, eh
Que eu não sei se você não sabe

Sempre estive sozinha
Comigo mesma apenas
Sempre estive sozinha
Comigo mesma apenas

Composição: Bias, Francesca Calearo