No galho que dança ao vento
Um sopro levanta o chão
Risco de queda é começo
Traço de Sol, clarão
E o vazio se curva em espelho
Quando a asa decide seguir
Voar é rasgar o silêncio
Costurar o céu com cor
Horizonte não tem limite
É só o desejo que for
Pedras chamando no fundo
Raízes tentando prender
Mas o que nasce em aragem
Não sabe deixar de viver
E o abismo sorri no caminho
Quando o corpo aprende a cair
Voar é rasgar o silêncio
Costurar o céu com cor
Horizonte não tem limite
É só o desejo que for
Na dobra do tempo se encontra
Um ninho maior que o lugar
Quem nasce com asas no peito
Sempre descobre onde pousar
Composição: Rodrigo A. O. Martins