Los que tengo y no
Tengo el silencio
por donde pasas
con esa prisa
de la mañana.
Tengo y no tengo
esa mirada
cuando querías
y me matabas.
y tengo el tiempo,
y no tengo nada...
Solo palabras.
Un siglo nuevo,
ropa gastada,
un perro que odio
que duerme en casa.
Tengo el asedio
de tu fragancia,
libros de invierno,
nubes lejanas.
Viejos amigos y nuevas mañas...
Risas y canas.
Tengo las calles
que he caminado,
un cielo abierto
que voy volando.
Tengo y no tengo
el sol y el aire
una ventana
donde soñarte.
Y mariposas, flores salvajes...
tengo la tarde.
Pasos que buscan, otros lugares
Papeles rotos, humo cuidades
Otro milagro, que es desnudarte
Tengo y no tengo... punto y aparte.
Tengo el abismo de la nostalgia
nombres que olvido, fechas y mapas
el viejo rito de desnudarte
Tengo y no tengo... punto y aparte.
Os que eu tenho e não tenho
Tenho o silêncio
por onde você passa
com essa pressa
da manhã.
Tenho e não tenho
esse olhar
quando você queria
e me matava.
E tenho o tempo,
e não tenho nada...
Só palavras.
Um século novo,
roupa desgastada,
um cachorro que odeio
que dorme em casa.
Tenho o cerco
da sua fragrância,
livros de inverno,
nuvens distantes.
Velhos amigos e novas manhas...
Risos e cabelos brancos.
Tenho as ruas
que eu caminhei,
um céu aberto
que vou voando.
Tenho e não tenho
o sol e o ar,
uma janela
onde te sonho.
E borboletas, flores silvestres...
tenho a tarde.
Passos que buscam, outros lugares
Papéis rasgados, fumaça nas cidades.
Outro milagre, que é te despir.
Tenho e não tenho... ponto e vírgula.
Tenho o abismo da nostalgia
nomes que esqueço, datas e mapas,
o velho rito de te despir.
Tenho e não tenho... ponto e vírgula.