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Abram Fogo

Malú

Abran Fuego

Como una eterna incomprendida
Que no recuerda la salida
Solo escribo mi historia
No hay camino de rosas
Sin heridas
Juré que no me cambiarían
Aunque siga frente a la estampida
Seré la nota discordante
Y me declararé culpable

No pienso lo que sale por mi boca
Y ahora si me quieren disparar

Abran fuego, empieza el baile
Que si aciertan me da igual
No celebraremos mi derrota
Un loco siempre soñará
Si abren fuego, me hago grande
Nunca supe ser cobarde
Eres piedra entres mis botas
Que no me impedirá volar

Aunque me duelan hoy las alas
Y se me cuele alguna bala

Remiendos protegiendo heridas
Y yo misma siendo el salvavidas
Con las manos gastadas de aguantar las pisadas
Sigo viva
Acepto cada despedida
Las tragedias quedarán prohibidas
Estaremos de acuerdo en lo de perdonarnos
Permite que me quede a un lado

No pienso lo que sale por mi boca
Y ahora si me quieren disparar

Abran fuego, empieza el baile
Que si aciertan me da igual
No celebraremos mi derrota
Un loco siempre soñará
Si abren fuego, me hago grande
Nunca supe ser cobarde
Eres piedra entres mis botas
Que no me impedirá volar

Prenderemos fuego a nuestra carretera
Dejaré la piel que sienta lo que sienta
Nadie, que nadie sabe
Que mi alma es casi inquebrantable

Si abren fuego, me hago grande
Nunca supe ser cobarde
Eres piedra entres mis botas
Que no me impedirá volar

Aunque me duelan hoy las alas
Y se me cuele alguna bala

Abram Fogo

Como uma eterna incompreendida
Que não lembra da saída
Só escrevo minha história
Não há caminho de rosas
Sem feridas
Jurei que não me mudariam
Mesmo que eu enfrente a estampida
Serei a nota dissonante
E me declararei culpada

Não penso no que sai da minha boca
E agora se quiserem atirar em mim

Abram fogo, começa a dança
Se acertarem, tanto faz
Não vamos celebrar minha derrota
Um louco sempre vai sonhar
Se abrirem fogo, eu me faço grande
Nunca soube ser covarde
Você é pedra entre minhas botas
Que não vai me impedir de voar

Mesmo que hoje minhas asas doam
E alguma bala me atinja

Remendos protegendo feridas
E eu mesma sendo o salva-vidas
Com as mãos cansadas de suportar pisadas
Continuo viva
Aceito cada despedida
As tragédias ficarão proibidas
Vamos concordar em nos perdoar
Permita que eu fique de lado

Não penso no que sai da minha boca
E agora se quiserem atirar em mim

Abram fogo, começa a dança
Se acertarem, tanto faz
Não vamos celebrar minha derrota
Um louco sempre vai sonhar
Se abrirem fogo, eu me faço grande
Nunca soube ser covarde
Você é pedra entre minhas botas
Que não vai me impedir de voar

Vamos pôr fogo na nossa estrada
Deixarei a pele que sentir o que sentir
Ninguém, que ninguém sabe
Que minha alma é quase inquebrantável

Se abrirem fogo, eu me faço grande
Nunca soube ser covarde
Você é pedra entre minhas botas
Que não vai me impedir de voar

Mesmo que hoje minhas asas doam
E alguma bala me atinja

Composição: David Santisteban / Julia Medina / Gonzalo Hermida