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Labirinto

Fiorella Mannoia

Labirinto

Cavalcando leoni di pietra
li guidava una mano sicura
li guidava ridendo
sull'acqua trasparente di bianche fontane

Cavalcavo su fogli di carta
li guidava una voce sicura
li guidava leggera
nel sonno trasparente di bianche visioni

Finché un giorno poi cambiò quella mano
tu non sai più portarmi lontano
la tua voce da uomo già vinto
mi trascina dentro il tuo labirinto

Labirinto di ipocrite scuse
dopo gelide notti deluse
tu mi vuoi
candido fiore di serra
verde pascolo nella tua terra

Giardinerie appassito nel cuore
vecchio pazzo malato d'amore
tieni sempre le solite cose
come un mazzo di splendide rose

Labirinto

Cavalcando leões de pedra
uma mão segura os guiava
rindo, os conduzia
sobre a água transparente de fontes brancas

Cavalcava em folhas de papel
uma voz firme os guiava
com leveza os levava
no sono claro de visões brancas

Até que um dia aquela mão mudou
você não sabe mais me levar longe
sua voz de homem já derrotado
me arrasta para dentro do seu labirinto

Labirinto de desculpas hipócritas
depois de noites geladas e frustradas
você me quer
flor branca de estufa
pastagem verde na sua terra

Jardineiro, murchou no coração
velho louco, doente de amor
sempre segurando as mesmas coisas
como um buquê de rosas esplêndidas

Composição: