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Do Bosque da Sua Alegria

Manolo Garcia

Del Bosque De Tu Alegría

Porque de ti volví a aprender el nombre de las cosas.
Porque de ti volví a aprender lo necesario.
Pan, casa, destino, camino.
De ti volví a aprender. del bosque
De tu alegría. de manos
De tu sereno misterio.
Quedaba mucho por hacer:
Arreglar la huerta,
Hablar con los perros,
Pasear por las orillas del otoño.
Quedaba mucho por hacer.
Quedaba mucho.
Porque de ti volví a aprender lo necesario.
A prescindir de lo inútil,
Que nada es precario.
Del brillo de tus ojos
A disfrutar el tiempo lento.
Y cuatro cosas útiles de tu gesto cierto.
Y muchas cosas más de ti aprendí.
Y quedaba mucho por hacer.
A tirar el lastre, de eso que es la existencia.
Del tráfico, del peso de los lunes.
Gris, cielo, hoguera, camino.
De películas malas.
A robarle el tiempo al minutero,
Que los relojes matan el tiempo.
Quedaba mucho por hacer:
Recoger los sueños en las noches frías
Como cuando no hay peces recojo las redes vacías.
Quedaba mucho por hacer.
Quedaba mucho.
Aprendí a sumar lo lógico y lo incierto.
A poner la mesa.
Aprendí a tolerar la presencia necesaria
De las arañas.
Aprendí a soportar sólo lo soportable.
Y quedaba mucho por hacer,
Rechazar el tedio, luchar contra él.
Y quedaba mucho por hacer.
Limpiar de malas hierbas el prado,
Arrancar las rejas y cercados.
Hacer montones: perros con gatos.
Hacer montones: soles y estrellas.
Borrar las señales de vuelo
Para que los pájaros sean dueños del cielo.
Y quedaba mucho por hacer...
Y quedaba mucho por hacer...
Y quedaba mucho por hacer...
Y quedaba mucho por hacer...

Do Bosque da Sua Alegria

Porque de você voltei a aprender o nome das coisas.
Porque de você voltei a aprender o que é necessário.
Pão, casa, destino, caminho.
De você voltei a aprender. do bosque
Da sua alegria. das mãos
Do seu sereno mistério.
Ainda havia muito a fazer:
Arrumar a horta,
Falar com os cachorros,
Passear pelas margens do outono.
Ainda havia muito a fazer.
Ainda havia muito.
Porque de você voltei a aprender o que é necessário.
A abrir mão do que é inútil,
Que nada é precário.
Do brilho dos seus olhos
A aproveitar o tempo lento.
E quatro coisas úteis do seu gesto certo.
E muitas coisas mais de você aprendi.
E ainda havia muito a fazer.
A jogar fora o peso, do que é a existência.
Do trânsito, do peso das segundas-feiras.
Cinza, céu, fogueira, caminho.
De filmes ruins.
A roubar o tempo do minutero,
Que os relógios matam o tempo.
Ainda havia muito a fazer:
Recolher os sonhos nas noites frias
Como quando não há peixes, recolho as redes vazias.
Ainda havia muito a fazer.
Ainda havia muito.
Aprendi a somar o lógico e o incerto.
A pôr a mesa.
Aprendi a tolerar a presença necessária
Das aranhas.
Aprendi a suportar só o suportável.
E ainda havia muito a fazer,
Rejeitar o tédio, lutar contra ele.
E ainda havia muito a fazer.
Limpar de ervas daninhas o prado,
Arrancar as cercas e muros.
Fazer montes: cães com gatos.
Fazer montes: sóis e estrelas.
Apagar os sinais de voo
Para que os pássaros sejam donos do céu.
E ainda havia muito a fazer...
E ainda havia muito a fazer...
E ainda havia muito a fazer...
E ainda havia muito a fazer...

Composição: Manolo Garcia