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Por caridade, não

Manuel Barros

Por limosna no

Limosnear cariño, mendigar un beso,
vivir en los brazos de tu compasión,
si en algún momento pensaste en eso
tu pobre capricho vivió en un error.
Error de sentirte mimada y bonita,
sin pensar que el hombre que te dio su amor,
tus besos piadosos no los necesita,
ni el fuego prestado que le de calor.

Mirá... mirame las manos
enfermas y doloridas.
Morder mis carnes vencidas,
por no matarme o matar.
Porque prefiero mil veces
sufrir y despedazarme,
a tener que arrodillarme
como un cobarde y llorar.

Por eso te pido que cambies de rumbo,
soy hombre y comprendo que es humano errar.
Al final de cuentas, es tan grande el mundo
y hay tantas maneras de ver y pensar.
La culpa no es tuya, ni tampoco mía,
ni vale la pena saber quién erró.
Pero si a mi lado volvieras un día,
por cariño siempre, por limosna, no.

Por caridade, não

Mendigar carinho, implorar um beijo,
viver nos braços da sua compaixão,
se em algum momento você pensou nisso
seu pobre capricho viveu em um erro.
Erro de se sentir mimada e bonita,
sendo que o homem que te deu seu amor,
seus beijos piedosos não são necessários,
nem o fogo emprestado que lhe dá calor.

Olha... olha minhas mãos
feridas e doloridas.
Morder minhas carnes vencidas,
por não me matar ou matar.
Porque prefiro mil vezes
sofrer e me despedaçar,
a ter que me ajoelhar
como um covarde e chorar.

Por isso te peço que mude de direção,
sou homem e entendo que é humano errar.
No final das contas, o mundo é tão grande
e há tantas maneiras de ver e pensar.
A culpa não é sua, nem também minha,
nem vale a pena saber quem errou.
Mas se um dia você voltasse ao meu lado,
por carinho sempre, por caridade, não.

Composição: