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Bufão

Manuel Garcia

Bufon

Hay un bufón que golpea mi puerta y se esconde
Sé que es así porque la última vez vi la punta graciosa de un pie
Y en el dintel remolinos verdes de papel
Y en el dintel remolinos verdes de papel

Yo guarde uno para cuando nadie crea lo que digo
Vean ahora mismo van girando verdes pétalos conmigo
Vean ahora mismo van girando verdes pétalo conmigo

Cuando lo espero detrás de la puerta no viene
Ahora se bien que adivina que siempre esta alerta
Ahora se bien que adivina que siempre esta alerta

A veces lo escucho que se ríe desde afuera aunque no creas
Y aunque abro en vano reconozco el olor a flor que deja
Y aunque abro en vano reconozco el olor a flor que deja

Tiene en un laúd que en la noche convierte en estrella
Y un antifaz que en la corte seduce a las reinas
Y un antifaz que en la corte seduce a las reinas

Se que es así porque una vez le hizo una trampa con espejos
Y aunque no logre cantar con él tengo el recuerdo de un reflejo
Y aunque no logre cantar con el tengo el recuerdo de un reflejo

Siempre golpea mi puerta yo abro y se esconde
Siempre golpea mi puerta yo abro
Siempre golpea mi puerta yo abro y se esconde

Siempre golpea mi puerta yo abro y se esconde
Siempre golpea mi puerta yo abro
Siempre golpea mi puerta
Siempre golpea
Siempre

Bufão

Tem um bufão batendo na minha porta e se escondendo
Sei que é assim porque da última vez vi a ponta engraçada de um pé
E no batente, redemoinhos verdes de papel
E no batente, redemoinhos verdes de papel

Eu guardei um pra quando ninguém acreditar no que digo
Olhem agora, estão girando pétalas verdes comigo
Olhem agora, estão girando pétalas verdes comigo

Quando espero atrás da porta, ele não vem
Agora sei bem que adivinha que sempre está alerta
Agora sei bem que adivinha que sempre está alerta

Às vezes o ouço rindo lá fora, mesmo que você não acredite
E mesmo abrindo em vão, reconheço o cheiro de flor que ele deixa
E mesmo abrindo em vão, reconheço o cheiro de flor que ele deixa

Tem um alaúde que à noite transforma em estrela
E uma máscara que na corte seduz as rainhas
E uma máscara que na corte seduz as rainhas

Sei que é assim porque uma vez ele me pregou uma peça com espelhos
E mesmo que não consiga cantar com ele, tenho a lembrança de um reflexo
E mesmo que não consiga cantar com ele, tenho a lembrança de um reflexo

Sempre bate na minha porta, eu abro e ele se esconde
Sempre bate na minha porta, eu abro
Sempre bate na minha porta, eu abro e ele se esconde

Sempre bate na minha porta, eu abro e ele se esconde
Sempre bate na minha porta, eu abro
Sempre bate na minha porta
Sempre bate
Sempre

Composição: Manuel Garcia