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Don Segundo Sombra

Manuel Romero

Don Segundo Sombra

Don Segundo Sombra,
caballero en tu pingo,
sos el Don Quijote de la pampa
que hoy a invadido el gringo.
Don Segundo Sombra,
imponente figura,
que extiende la mirada pensativa
al ras de la llanura.

Solitario resero,
ignorante y profundo,
que llevas en tu apero
la tristeza del mundo.
Tu silueta encorvada,
tu silencio altanero,
se hundirán en la nada
para nunca volver.

El espacio es tu goce,
el recado tu asiento
y tu espalda conoce
los mordiscos del viento.
Bajo el cielo inclemente
pasás trágico y lento,
cual la sombra doliente
de las cosas de ayer...

Don Segundo Sombra

Don Segundo Sombra,
cavaleiro no seu pingo,
você é o Dom Quixote da pampa
que hoje foi invadido pelo gringo.
Don Segundo Sombra,
figura imponente,
que estende o olhar pensativo
na beira da planície.

Solitário vaqueiro,
ignorante e profundo,
que leva na sua sela
a tristeza do mundo.
Sua silhueta encurvada,
seu silêncio altaneiro,
se afundarão no nada
para nunca mais voltar.

O espaço é sua alegria,
a sela é seu assento
e suas costas conhecem
as mordidas do vento.
Sob o céu inclemente
você passa trágico e lento,
como a sombra dolorida
das coisas de ontem...