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Santos no Vai e Vem

Marco Borsato

Santi' Nel Viavai

Hay hey hey!
Ancora un'altra storia d'amore

Giù... nel viavai... se vai
Barcollanti per la dieta
Vedrai... ormai
Ah nei guai...
Come dei... santi senza meta

Di giorno vanno qua e là
Con quelle facce senza età
E sulla testa la poesia
Di un cappellaccio!
A volte un livido raggio può
Scaldarli meglio del paltò
La gente corre sempre più
Li dribla o guarda in su!
Vanno a frugare la città
Fra quello che si butta via
La loro santità
Si traveste di anarchia
Non hanno fedi come noi...
Vanno e sono ormai
Santi nel niavai

Spaventapasseri di stracci
Fermi nel viavai...
Scarpe ecuore senza lacci
Clandestini sui tramvai
Se vai oh!...
Se vai...
Sotto i ponti...
Ne troverai di santi tanti!
La notta scendono laggiù
Fra cartoni in fondo al blu
Giornali e sogni un fuoco e poi...
Che letto duro!
Per loro è come un grand'hotel
E sotto i lampioni tristi c'è
L'orchestra e fiumi di champagne
Garofani sui frac!
Qualcuno non si sveglia più
E come un'ombra se ne va
E mentre la trinù
Batta forte i suoi tam-tam
Ai barboni nel brusio
Parla dolcemente Dio!
Neve e vento ormai
Santi nel viavai

Santi nel viavai

Santos no Vai e Vem

Hay hey hey!
Mais uma história de amor

Lá embaixo... no vai e vem... se você for
Tontos por causa da dieta
Você verá... já não dá mais
Ah, nos problemas...
Como santos... sem destino

Durante o dia vão pra lá e pra cá
Com aquelas caras sem idade
E na cabeça a poesia
De um chapéu enorme!
Às vezes um raio de sol pode
Aquecê-los melhor que um casaco
A galera corre cada vez mais
Desvia ou olha pra cima!
Vão fuçar pela cidade
Entre o que se joga fora
A santidade deles
Se disfarça de anarquia
Não têm fé como nós...
Vão e já são
Santos no vai e vem

Espantalhos de trapos
Parados no vai e vem...
Sapatos e corações sem cadarços
Clandestinos nos bondes
Se você for oh!...
Se você for...
Debaixo das pontes...
Vai encontrar muitos santos!
À noite descem lá embaixo
Entre caixas no fundo do azul
Jornais e sonhos, um fogo e depois...
Que cama dura!
Pra eles é como um grand'hotel
E sob os lampiões tristes tem
A orquestra e rios de champanhe
Crisântemos nos fraques!
Alguém não acorda mais
E como uma sombra se vai
E enquanto a trinun
Bate forte seus tam-tam
Para os mendigos no burburinho
Deus fala docemente!
Neve e vento já
Santos no vai e vem

Santos no vai e vem

Composição: