Iac-asa
Venind catre cas-aseara
Ma certa Ionica iara
C-am plecat cu dragostea
Iaca iaca iac-asa
Ioane nu ma certa
Ca nu este vina mea
Nici a maicai maicuta
Iaca iaca iac-asa
Tu dai zor cu dragostea
Dar nu stii ca vai de ea
A fugit de gura ta
Iaca iaca iac-asa
Asta iarna ntr-o seara
A ramas n prisp-afara
Din ea lupii-or fi mncat
Ca de-atunci m-a cam lasat
Am mai zarit-o-n pridvor
Venise ca-i era dor
Dar nu dor de dumneata
Iaca iaca iac-asa
O fi stat ct o fi stat
Si de, s-o fi speriat
Ca un cine tot latra
Si-a crezut ca est mata
Iac-asa
Vindo pra casa à noite
Me xinga, Ionica, de novo
Que eu fui embora com o amor
Olha, olha, iac-asa
João, não me xinga
Porque não é minha culpa
Nem da minha mãe, coitada
Olha, olha, iac-asa
Você corre atrás do amor
Mas não sabe que vai se dar mal
Ele fugiu da sua boca
Olha, olha, iac-asa
Esse inverno, numa noite
Ficou na varanda, lá fora
Os lobos devem ter comido
Porque desde então me deixou na mão
Eu a vi de novo no alpendre
Veio porque sentia saudade
Mas não era saudade de você
Olha, olha, iac-asa
Ela deve ter ficado, deve ter ficado
E sim, deve ter se assustado
Porque alguém sempre late
E achou que era seu gato