Se a estrada foi de pedra, eu aprendi a pisar
Se o mundo me jogou no chão, eu aprendi a rezar
Chuva caiu na alma, mas raiz não vai quebrar
Quem tem fé no coração, sempre acha onde firmar
No grito da tormenta, ouvi voz me chamar
Mão invisível me ergueu pra eu voltar a caminhar
Nunca andei sozinho, nunca! Nunca andei sozinho!
Quando a noite apertou, a luz veio de cima, sim!
Nunca andei sozinho, nunca! Nunca andei sozinho!
Quem guia meus passos é força que não tem fim!
Saravá, saravá, minha fé!
Deus, e, a Nossa Senhora Aparecida, é sempre por mim
Na guerra da injustiça, a justiça me guardou
Na sede do deserto, água nova brotou
Quando a fome apertava, o mato me ensinou
Quando a lâmina pesou, o aço me protegeu
São Jorge Guerreiro e São Cipriano são escudos meus
Nunca andei sozinho, nunca! Nunca andei sozinho!
Quando a noite apertou, a luz veio de cima, sim!
Nunca andei sozinho, nunca! Nunca andei sozinho!
Quem guia meus passos é força que não tem fim!
Saravá, saravá, minha fé!
Se eu chorei no escuro, foi pra aprender a ver
Se eu caí tantas vezes, foi pra aprender a crer
Quem me cobre de bênção não dorme e não vai falhar
E onde o homem diz acaba, o sagrado diz vai lutar
Nunca andei sozinho, nunca! Nunca andei sozinho!
Quem guia meus passos é força que não tem fim!
E na gira da vida eu canto e agradeço assim
Saravá, saravá, saravá pra mim!
Composição: José Mariano da Silva Wonzoski, J Mariano Wonzoski, Pâmela Wonzoski Mariano, Myllena Wonzoski Mariano, Mariana Wonzoski Mariano