Eu desatei o nó da minha própria Garganta
Deixei na beira da estrada o que não me assombra
Sou viajante sem destino, mas com direção
Levo no bolso um mapa feito de oração
Se o mundo fecha porta, eu viro janela
Se a noite me assusta, eu acendo vela
Não tenho mais pressa de chegar
Só quero aprender a caminhar
Eu sou do lugar onde o vento faz morada
Onde o Sol nasce dentro, mesmo de madrugada
Sou rio que escolhe a própria curva
Sou fogo que aquece, E a Luz que ilumina e cura
Eu sou do lugar onde o vento faz morada
Se me perder no caminho, a alma sabe a estrada por onde se vai
Não me procure em cidade ou em cais
Me acha no silêncio onde a vida se refaz
Troquei a espada pesada por verso leve
Se a vida me cobra, eu pago com o que devo passar
Um sorriso emprestado, um abraço sem fim
Descobri que o tesouro sempre morou em mim
Se o mundo fecha porta, eu viro janela
Se a noite me assusta, eu acendo vela
Não tenho mais pressa de chegar
Só quero aprender a caminhar
Eu sou do lugar onde o vento faz morada
Onde o Sol nasce dentro, mesmo de madrugada
Sou rio que escolhe a própria curva
Sou fogo que não queima, só ilumina e cura
Eu sou do lugar onde o vento faz morada
Se me perder no caminho, a alma sabe a estrada
Não me procure em cidade ou em cais
Me acha no silêncio onde a vida se refaz
E se chover, que chova
Minha pele é de casca grossa, vira diamante, vira prova
E se ventar, que vente
Sou casa sem parede, mas com alicerce quente
Eu sou do lugar onde o vento faz morada
Onde o Sol nasce dentro, mesmo de madrugada
Sou rio que escolhe a própria curva
Sou fogo que não queima, só ilumina e cura
Onde o vento faz morada
Onde o vento faz morada
Onde o vento faz morada
Composição: José Mariano da Silva Wonzoski, J Mariano Wonzoski, Mariano Wonzoski.