Eu que já dormi na cabine
De caminhão velho, na beira da estrada
Nunca imaginei que um dia
Ia ter você na minha jornada
Meu amor era só a enxada
Minha riqueza era o Sol das seis
Até teu sorriso virar minha alvorada
E mudar a sorte desse peão, talvez
Eu, que sou boia-fria desse mundão
Te prometo o céu, mesmo sem ter chão
Se faltar dinheiro, sobra coração
Pra te dar amor do tamanho do teus sonhos
Nos teus abraços eu quero existir
Pode vir a seca, pode vir a chuva
Pode o patrão mandar embora
Mas de te amar eu faço jura
Te quero ontem, hoje e toda hora
Me chamavam de pé-rachado
Zombavam da minha botina
Mas foi com esse passo cansado
Que eu cheguei na tua esquina
Não tenho ouro, nem fazenda
Só tenho a viola e essa fé
Mas te dou a minha vida pela sua
Se você disser que me quer
Eu, que sou boia-fria desse mundão
Te prometo o céu, mesmo sem ter chão
Se faltar dinheiro, sobra coração
Pra te dar amor sem ilusão
Pode vir a seca, pode vir a chuva
Pode o patrão mandar embora
Mas de te amar eu faço jura
Te quero ontem, hoje e toda hora
Mesmo que tudo tente parar
Eu para sempre vou te amar
E se um dia eu ficar rico
Não é de terra que eu vou te encher
É de carinho, de beijo, de tudo que é bonito
Que dinheiro nenhum pode comprar nem vender
Eu, que sou boia-fria desse mundão
Te prometo o céu, mesmo sem ter chão
Se faltar dinheiro, sobra coração
Pra te dar amor do tamanho desse mundão!
Pode vir a seca, pode vir a chuva
O patrão que mande embora
Que de te amar eu faço jura
Na saúde, na doença, agora e outrora!
Entre o amor e a vaidade
Te quero ontem, hoje
E por toda a minha história
Te amar de verdade