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Caldarrosta

Marina Barone

Caldarrosta

Quand'ero una bambina mi domandavo sempre
chi erano quelle donne che come caldarroste,
bruciavano le sere ai bordi della strada
muovendosi leggere nell'aria profumata;
coi tacchi si portavano ad un passo dalle stelle,
alcune poi cantavano ed erano pi?belle
a tutti rispondevano e truccavano una lacrima sul viso,
le bocche lucide sembravano finestre affacciate sui fal?

Io sono cresciuta e ti rivedo ancora,
ma non riesco a darmi una risposta,
perch?ti vendi come carta straccia
non puoi bruciare sempre caldarrosta.

Cos?lontana, ma cos?vicino,
cos?indifesa come un burattino,
tanto diversa ma cos?banale
vestita come fosse sempre carnevale.

Magari la mattina ti perdi tra la gente,
per te magari vivere ?non pensare a niente;
ci sono tante cose che tu potresti fare
invece di sorridere a chi vuol farti male;
coi tacchi si portavano ad un passo dalle stelle
alcune poi cantavano ed erano pi?belle
a tutti rispondevano e truccavano una lacrima sul viso;
le bocche lucide sembravano finestre affacciate sui fal?

E ti rassegni e dici che ?il destino
che a stare l?tu non l'hai fatto apposta,
che fu per colpa del tuo primo uomo
ma puoi cambiare ancora caldarrosta.

Cos?lontana, ma cos?vicino
cos?indifesa come un burattino,
tanto diversa ma cos?banale
vestita come fosse sempre carnevale.

Caldarrosta

Quando eu era uma menina, sempre me perguntava
quem eram aquelas mulheres que, como castanhas,
queimavam as noites à beira da estrada
movendo-se leves no ar perfumado;
com os saltos, chegavam a um passo das estrelas,
algumas depois cantavam e eram mais bonitas
respondendo a todos e passando maquiagem em uma lágrima no rosto,
os lábios brilhantes pareciam janelas abertas para os fogos.

Eu cresci e ainda te vejo,
mas não consigo me dar uma resposta,
pelo que você se vende como papel velho
não pode queimar sempre castanhas.

Tão longe, mas tão perto,
tão indefesa como um boneco de pano,
tão diferente, mas tão banal
vestida como se fosse sempre carnaval.

Talvez de manhã você se perca entre as pessoas,
para você, talvez viver é não pensar em nada;
há tantas coisas que você poderia fazer
em vez de sorrir para quem quer te fazer mal;
com os saltos, chegavam a um passo das estrelas
algumas depois cantavam e eram mais bonitas
respondendo a todos e passando maquiagem em uma lágrima no rosto;
os lábios brilhantes pareciam janelas abertas para os fogos.

E você se conforma e diz que é o destino
que estar lá você não fez de propósito,
que foi culpa do seu primeiro homem
mas você ainda pode mudar, castanhas.

Tão longe, mas tão perto,
tão indefesa como um boneco de pano,
tão diferente, mas tão banal
vestida como se fosse sempre carnaval.

Composição: