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Jongo do Irmão Café (part. Nei Lopes e Terreiro de Crioulo)

Marina Iris

Nossos ancestrais vivem conosco, pois eles só morrem se nós deles nos esquecermos
Meu passado é africano, teu passado também é
Nossa cor é tão escura quanto o chão de maçapé
Amargando igual mistura de cachaça com fernet

Desde o tempo em que havia cadeirinha e landolet
Fomos nós que demos duro pro país ficar de pé
Canta terreiro!
Alê, meu irmão

Café
Mesmo os arcos moídos, pilados, vendidos, trocados, estamos de pé
Olha nós aí, meu irmão
Café

Mesmo os arcos moídos, pilados, vendidos, trocados, estamos de pé
Olha nós aí, meu irmão
Café
Você quente, queima a língua

Queima o corpo e queima o pé
Adoçado tem delícias de chamego e caponé
Exentado cria caso, faz zoeiro e faz panzé
E também é de mesinha, de buruficando um blé

É por essas semelhanças que eu te chamo irmão
Café
Alê, meu irmão
Café

Mesmo os arcos moídos, pilados, vendidos, trocados, estamos de pé
Olha nós aí, meu irmão
Café
Mesmo os arcos moídos, pilados, vendidos, trocados, estamos de pé

Olha nós aí, meu irmão
Café
Olha nós aí, meu irmão
Café

Olha nós aí
Meu irmão café