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Colorada

Mário Barbará

(Olha a faca de bom corte, olha o medo na garganta
O talho certo e a morte no sangue que se levanta
Onde havia um lenço branco brota um rubro de Sol-pôr
Se o lenço era colorado o novo é da mesma cor)

Quem mata chamam bandido
Quem morre chamam herói
O fio que dói em quem morre
Na mão que abate não dói
Na mão que abate não dói

Era no tempo das revolução
Das guerra brava de irmão contra irmão
Dos lenço branco contra os lenço colorado
Dos mercenário contratado a patacão

Era no tempo que os morto votava
E governava os vivo até nas eleição
Era no tempo dos combate a ferro branco
Que fuzil tinha mui pouco e era escassa a munição

Era no tempo do inimigo não se poupa
Prisioneiro era defunto e se não fosse era exceção
Botavam nele a gravata colorada
Que era o nome da degola nesses tempos de leão

Composição: Silva Rillo, Mario Barbara