395px

Erga-me em Seus Braços

Mario Battistella

Alzame en tus brazos

Cuando bajes a la tierra
a llevarte el alma mía,
entre tu plumaje blanco
tachonado de fulgor.
Cantaré para ti sola
con la dulce melodía,
la canción mas tierna y pura
que jamás canté al amor.

Yo he soñado con tus besos,
mil ensueños arrullando,
yo soñé con la esperanza
de poderte acariciar.
Pero tan humildemente,
como aquel que esta implorando,
la mirada de la virgen
con temor de profanar.

Cerrando los ojos yo veo tu visión,
tan bella y divina como una ilusión,
yo siento que pasas muy cerca de mí
y extiendo los brazos, diciéndote así:
Llévame contigo a un mundo mejor,
qué hago yo tan solo con este dolor,
me miras, me besas y echando a volar,
despierto de un sueño, que triste es soñar.

A tu paso los rosales
van volcando su fragancia,
en el arpa del poeta
se estremece un madrigal.
Y los bruscos ruiseñores
con olímpica arrogancia
cantan, cantan tus canciones
en un coro pasional.

Y los pechos desolados
que sufrieron lo que encierra
el espasmo de la vida,
de esta vida que es dolor.
Al mirarte tan clemente
inclinada hacia la tierra,
te bendicen de rodillas
como el ángel redentor.

Erga-me em Seus Braços

Quando você descer à terra
para levar minha alma,
entre suas penas brancas
pintadas de fulgor.
Cantarei só para você
com a doce melodia,
a canção mais terno e pura
que já cantei ao amor.

Eu sonhei com seus beijos,
mil devaneios embalando,
eu sonhei com a esperança
de poder te acariciar.
Mas tão humildemente,
como quem está implorando,
a mirada da virgem
com medo de profanar.

Fechando os olhos eu vejo sua visão,
tão bela e divina como uma ilusão,
eu sinto que você passa muito perto de mim
e estendo os braços, dizendo assim:
Leve-me com você a um mundo melhor,
que faço eu tão só com essa dor,
você me olha, me beija e, ao voar,
desperto de um sonho, que triste é sonhar.

Ao seu passar, os roseirais
vão derramando sua fragrância,
na harpa do poeta
se estremece um madrigal.
E os rouxinóis bruscos
com olímpica arrogância
cantam, cantam suas canções
em um coro passional.

E os peitos desolados
que sofreram o que encerra
o espasmo da vida,
desta vida que é dor.
Ao te olhar tão clemente
inclinada para a terra,
te bendizem de joelhos
como o anjo redentor.

Composição: Mario Battistella