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Nunca Haverá Neve

Martín Pescador

Nunca Habrá Nieve

Vientos que lentamente atraen todo hacia ti
Suben, golpean y vuelven a hablarte de mí
Tus ojos se llenan de lluvias hasta amanecer
Mi sombra te toca y me cuenta lo que hay que ver

La luz se contrae
La niebla se expande
Esconde tu risa
Y obséquiamela al partir

El día extiende su mano al anochecer
Se ríen y obsequian al mundo el amanecer
Te visten de tiempo, te entregan al viento
Te miran de lejos y llueve por siempre

Y no te disuelvas al partir
Nunca habrá nieve acá donde yo nací
Siempre recuerda que esto es un final feliz
Siempre que el viento se acuerde de mí

Te vistes de oro
Transformas el plomo
Tus manos me tocan y llueve por siempre

Y no te disuelvas al partir
Nunca habrá nieve acá donde yo nací
Siempre recuerda que esto es un final feliz
Siempre que el viento se acuerde de mí

Nunca Haverá Neve

Ventos que lentamente trazem tudo até você
Sobem, batem e voltam a falar de mim
Seus olhos se enchem de chuvas até amanhecer
Minha sombra te toca e me conta o que há pra ver

A luz se contrai
A névoa se expande
Esconde seu riso
E me dá de presente ao partir

O dia estende a mão ao anoitecer
Riem e presenteiam o mundo com o amanhecer
Te vestem de tempo, te entregam ao vento
Te olham de longe e chove pra sempre

E não se desfaça ao partir
Nunca haverá neve aqui onde eu nasci
Sempre lembre que isso é um final feliz
Sempre que o vento se lembre de mim

Te vistes de ouro
Transforma o chumbo
Suas mãos me tocam e chove pra sempre

E não se desfaça ao partir
Nunca haverá neve aqui onde eu nasci
Sempre lembre que isso é um final feliz
Sempre que o vento se lembre de mim

Composição: Ariel Acosta Arancibia