Há que parar para pensar
Somos almas selvagens
Vestidas de muro e de betão
Somos bichos do mato
Disfarçados de boa educação
Somos poder bruto
Capazes do impossível
Mas nas coisas mais primárias
Perdemos o nível
Velha sabedoria, que nos foge pela mão
Lutamos por meia dúzia de tostões
Pisamos os que nos rodeiam
Mesmo antes de saber quem são
Mesmo sem saber o que desejam
Não é bonito, amigo
Não vale a pena tanta perdição
Os olhos comem mais do que a barriga
Há que parar antes de pôr a mão
Velha sabedoria, que nos foge pela mão
Há que parar para pensar
Há que parar para pensar
Há que parar para pensar
Há que pensar para parar