Hacia ningún lugar
cegado y enfermo, nuevamente me veo caer
alucinaciones devorándome
adusto en vesania se rompe mi aliento, deseo despertar
abismos de tiempo emergen de mi.
privada en mi alma de su libertad, soñando escapar
nace como el sol siempre la verdad
vacío en silencio me has de encontrar
buscando correr hacia ningún lugar.
supura de mil heridas su voracidad
libra en la conciencia su pesar lesivo
repta entre las sombras del pensamiento
sofoca su negro manto, ácrida realidad.
inerte en cenizas, conciente de mí, respiro
eones sepulcrales en la ambigüedad
senderos sin rumbo de un mundo irreal persigo
marcarán el camino hacia ningún lugar.
Para Lugar Nenhum
cegado e doente, de novo me vejo cair
alucinações me devorando
sério na loucura, meu fôlego se rompe, desejo acordar
abismos de tempo emergem de mim.
privada em minha alma de sua liberdade, sonhando em escapar
nasce como o sol, sempre a verdade
vazio em silêncio, você vai me encontrar
buscando correr para lugar nenhum.
supura de mil feridas sua voracidade
libera na consciência seu peso lesivo
se arrasta entre as sombras do pensamento
sufoca seu manto negro, amarga realidade.
inerte em cinzas, consciente de mim, respiro
eões sepulcrais na ambiguidade
caminhos sem rumo de um mundo irreal persigo
marcarão o caminho para lugar nenhum.