Caminho por ruas que o tempo esqueceu
O passado me sorri, mas não me prende
Aprendi que a vida não se pede
Se vive, se sente, e às vezes se entende
As palavras que dizemos ficam pelo ar
E nem sempre tocam quem deveria
Mas sigo com meu próprio olhar
Respeitando o peso da vida que é fria
Não quero respostas fáceis, nem aplausos
Apenas perceber que o instante é meu
Que a dor ensina mais que livros
E o silêncio fala quando ninguém quer ouvir
Entre passos e silêncios, eu me acho
No que sobra de mim, no que deixo passar
Não procuro milagres nem abraços falsos
Só quero sentir, existir, me lembrar
Entre perdas e encontros, me encontro
E se o mundo insiste em me quebrar
Aprendo a levantar com calma
Porque viver é aceitar sem parar
O amor não é sempre canção bonita
Às vezes é letra torta, bruta, real
Mas ainda cabe em quem persiste
Em quem aprende a ser inteiro, mesmo no final
Não me engano mais com lembranças
Nem tento repetir o que não volta
A vida é vento, e eu danço com ele
Aprendendo que cada ferida se solta
E se amanhã o mundo virar silêncio
Que seja meu silêncio também
Pois cada passo é aprendizado
Cada lágrima é só um além
Entre passos e silêncios, eu me acho
No que sobra de mim, no que deixo passar
Não procuro milagres nem abraços falsos
Só quero sentir, existir, me lembrar
Entre perdas e encontros, me encontro
E se o mundo insiste em me quebrar
Aprendo a levantar com calma
Porque viver é aceitar sem parar