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Irmã

Melnitsa

Sestra

U sestry moey kosy svetlye,
kosy tsveta l'na.
U sestry pechal' bezotvetnaya -
vidno, vlyublena.
Kosy svetlye, kosy dlinnye,
lenty-kruzheva -
Slovno peryshki golubinye,
da nenuzhnye.

U sestry moey nozhki belye,
kabluchki ostry.
Vzglyady vol'nye, ruki smelye
u moey sestry.
A dusha ee vsled za muzykoy
tri dorogi shla,
To udacheyu, to obuzoyu
vse brela-tsvela.

Vsled za sokolom, vsled za dudochkoy,
bubentsam vosled
Beloy gorlitsey, sizoy utochkoy -
proch' ot zdeshnikh bed.
Da sluchilas' beda nezvanaya
na ee puti -
Za rekoy vse dorozhki p'yanye,
pravoy ne nayti.

Vsyaku dudochku greet svoy karman,
zelen' glaz chuzhikh - znay odno - obman.
Sokol vvys' letit - ne vorotitsya,
ot lyudey pechal' ne ukroetsya.
Ne khodila b ty za okolitsu,
ne zvala by ty togo molodtsa,
Chto makhnul krylom, bubentsom zvenya,
uletel s soboy, ne pozvav tebya.

Irmã

Na minha irmã, tranças claras,
tranças da cor do linho.
Na irmã, uma tristeza sem resposta -
parece que está apaixonada.

Tranças claras, tranças longas,
fitas e rendas -
Como penas de pombas,
e sem necessidade.

Na minha irmã, pernas brancas,
saltos afiados.
Olhares livres, mãos ousadas
da minha irmã.
E sua alma, seguindo a música,
três caminhos andou,
Às vezes com sorte, às vezes com fardo,
tudo se arrastava.

Atrás do falcão, atrás da flautinha,
com os sons ao longe
Da garganta branca, da perdiz cinza -
longe das tristezas daqui.
E aconteceu um infortúnio inesperado
no seu caminho -
Além do rio, todos os caminhos embriagados,
nenhum à direita se encontrava.

Cada flautinha aquece seu bolso,
com olhos verdes alheios - saiba uma coisa - é engano.
O falcão voa alto - não vai voltar,
não se esconderá da tristeza das pessoas.
Não andou por aí à toa,
não chamaria aquele jovem,
que bateu as asas, com a flautinha tilintando,
e voou com ele, sem te chamar.

Composição: