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Guerra no Comando

Mente Cria

Ei, Mente Cria na área, é nóis, não tem moleza
A rua é o palco, a favela é a nossa escola
Aqui é sem frescura, é no grito, no sangue, no corre
Escuta, porque se não respeitar, vai ver só o que é!

Aqui é foda, meu mano, não é brincadeira
Se tu vacila, cai na rua, é a morte na bandeja
Os moleque tão no corre, mas o sistema é pilantra
Querem ver a favela embaixo, mas a gente nunca aguenta

Cada esquina é um risco, se der mole vai de reta
A favela é um campo de guerra, e tu aqui não é esperto
Os cara vem de terno, mas no fundo são os vermes
Tentam calar a voz, mas na quebrada é só crime que emerge

A rua não perdoa, é a selva, não é conto
Mente Cria, aqui é sangue e ódio no ponto
Não vem de gracinha, que a gente não tem paciência
Aqui não tem conversa, é só porrada, é violência

Ninguém aqui é otário, cê acha que é esperto?
Mas aqui é só bala, e tu vai ser o próximo incerto
Cuidado com o sistema, com a polícia que esconde
Aqui na favela é bagulho, se não vê, tu responde

Quer fazer a limpa, mas é só mentira
Fala de direito, mas é a nossa vida que vira
O mundo quer ver a gente caindo, mas não vai rolar
Na rua é assim, aqui quem manda é o morro, pode crer, vai ver!

A rua não perdoa, é a selva, não é conto
Mente Cria, aqui é sangue e ódio no ponto
Não vem de gracinha, que a gente não tem paciência
Aqui não tem conversa, é só porrada, é violência

Quem tem voz aqui não fala bonito, não
Mente Cria se levanta, estoura qualquer pressão
A favela é nossa casa, a rua é o nosso chão
E se vier pra derrubar, vai se foder, não tem perdão

Eles querem nos ver no chão, mas a gente sobe
Não tem espaço pro fraco, quem vacila é que sofre
A vida é suja, mas a guerra é nossa
E quem tentar barrar, vai ter que dar conta, porra!

A rua não perdoa, é a selva, não é conto
Mente Cria, aqui é sangue e ódio no ponto
Não vem de gracinha, que a gente não tem paciência
Aqui não tem conversa, é só porrada, é violência

Quem tem voz aqui não fala bonito, não
Mente Cria se levanta, estoura qualquer pressão
A favela é nossa casa, a rua é o nosso chão
E se vier pra derrubar, vai se foder, não tem perdão

Eles querem nos ver no chão, mas a gente sobe
Não tem espaço pro fraco, quem vacila é que sofre
A vida é suja, mas a guerra é nossa
E quem tentar barrar, vai ter que dar conta, porra!

A rua não perdoa, é a selva, não é conto
Mente Cria, aqui é sangue e ódio no ponto
Não vem de gracinha, que a gente não tem paciência
Aqui não tem conversa, é só porrada, é violência

Composição: Pedro Paulo Borges