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Desarma e Sangra

Mercedes Sosa

Desarma y sangra

Tu tiempo es un vidrio
tu amor un fakir,
mi cuerpo una aguja
tu mente un tapiz.
Si las sanguijuelas no pueden herirte
no existe una escuela que enseñe a vivir.

El ángel vigía descubre al ladrón
le corta las manos,
le quita la voz,
la gente se esconde
o apenas existe,
se olvida del hombre,
se olvida de Dios.

Miro alrededor,
heridas que vienen,
sospechas que van
y aquí estoy
pensando en el alma que piensa
y por pensar no es alma,
desarma y sangra

Desarma e Sangra

Seu tempo é um vidro
seu amor um fakir,
meu corpo uma agulha
eu sou um tapete.
Se as sanguessugas não conseguem te ferir
não existe escola que ensine a viver.

O anjo vigia descobre o ladrão
corta suas mãos,
tira sua voz,
a galera se esconde
o quase não existe,
se esquece do homem,
se esquece de Deus.

Olho ao redor,
feridas que vêm,
suspeitas que vão
e aqui estou
pensando na alma que pensa
e por pensar não é alma,
desarma e sangra.

Composição: Charly Garcia