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O Anjo da Bicicleta

Mercedes Sosa

El Ángel de La Bicicleta

Cambiamos ojos por cielo
Sus palabras tan dulces, tan claras
Cambiamos por truenos

Sacamos cuerpo, pusimos alas
Y ahora vemos una bicicleta alada que viaja
Por las esquinas del barrio, por calles
Por las paredes de baños y cárceles
¡Bajen las armas
Que aquí solo hay pibes comiendo!

Cambiamos fe por lágrimas
Con qué libro se educó esta bestia
Con saña y sin alma
Dejamos ir a un ángel
Y nos queda esta mierda
Que nos mata sin importarle
De dónde venimos, qué hacemos, qué pensamos
Si somos obreros, curas o médicos
¡Bajen las armas
Que aquí solo hay pibes comiendo!

Cambiamos buenas por malas
Y al ángel de la bicicleta lo hicimos de lata
Felicidad por llanto
Ni la vida ni la muerte se rinden
Con sus cunas y sus cruces

Voy a cubrir tu lucha más que con flores
Voy a cuidar tu bondad más que con plegarias
¡Bajen las armas
Que aquí solo hay pibes comiendo!

Cambiamos ojos por cielo
Sus palabras tan dulces, tan claras
Cambiamos por truenos

Sacamos cuerpo, pusimos alas
Y ahora vemos una bicicleta alada que viaja
Por las esquinas del barrio, por calles
Por las paredes de baños y cárceles
¡Bajen las armas
Que aquí solo hay pibes comiendo!

O Anjo da Bicicleta

Trocamos olhos por céu
Suas palavras tão doces, tão claras
Trocamos por trovões

Tiramos o corpo, colocamos asas
E agora vemos uma bicicleta alada que viaja
Pelas esquinas do bairro, pelas ruas
Pelas paredes de banheiros e prisões
Abaixem as armas
Que aqui só tem moleques comendo!

Trocamos fé por lágrimas
Com que livro se educou essa besta
Com raiva e sem alma
Deixamos ir um anjo
E nos resta essa merda
Que nos mata sem se importar
De onde viemos, o que fazemos, o que pensamos
Se somos operários, padres ou médicos
Abaixem as armas
Que aqui só tem moleques comendo!

Trocamos coisas boas por ruins
E o anjo da bicicleta fizemos de lata
Felicidade por choro
Nem a vida nem a morte se rendem
Com seus berços e suas cruzes

Vou cobrir sua luta mais que com flores
Vou cuidar da sua bondade mais que com orações
Abaixem as armas
Que aqui só tem moleques comendo!

Trocamos olhos por céu
Suas palavras tão doces, tão claras
Trocamos por trovões

Tiramos o corpo, colocamos asas
E agora vemos uma bicicleta alada que viaja
Pelas esquinas do bairro, pelas ruas
Pelas paredes de banheiros e prisões
Abaixem as armas
Que aqui só tem moleques comendo!

Composição: Luis Alberto Gurevich, Leon Gieco