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Canto Vital

Mercedes Sosa

Canto Vital

No ha de matarme la muerte, seguiré
Iré topando las sombras y andaré
Por las picadas de siempre
Echo bramido en los erques sin adiós

No he de ser nunca pasado, desde ayer
Soy chango de tierra y soles, y seré
Collar caliente del perro
Sobre el gritar del hachero

Con mi voz me desgajaré
Cuando el turbio ojear del zonda
Cementando montes va
Soy verde acorde del valle
Salada cresta del mar
No ha de matarme la muerte, jamás

Un horizonte de zambas, buscaré
Iré rastreando guitarras, para ser
Pastor de cosas perdidas
Pechando siempre a la vida estaré

Mensaje vivo en el bombo, cantaré
Sin nombre para nombrarme, viviré
Cimbreando en las polvaredas
Salamanquera chacareras

Canto Vital

Não é para matar a morte, eu vou
Eu vou correr para as sombras e caminhada
Por sempre mordidas
Echo berrando em Erques sem adeus

Não eu nunca me aconteceu desde ontem
Estou Chango terra eo sol, e será
Coleira de cachorro quente
No grito de hachero

Com a minha voz que eu desgajaré
Quando a nublado navegar na Zonda
montanhas adstringentes vai
Estou mantendo vale verde
Sea Crest Salada
Ele não deve matar a morte, nunca mais

Zambas horizonte, vou olhar
Vou rastrear guitarras, para ser
Pastor de coisas perdidas
sempre Pechando à vida eu vou

Mensagem ao vivo no hype, cantarei
Sem nome me nomear, eu vou viver
Balançando as tempestades de poeira
chacareras Salamanquera

Composição: Mario Ponce