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Clamando num Oásis (ou Amores Maiúsculos)

Michel F.M.

As vírgulas demonstram a relevância
Da renovação, revemos, renomeamos
Revivemos nossas abstrações pueris

Versáteis emergências imediatistas
Que há muito geramos otimistas
O devoto e vós num ininterrupto volveis

No desastre do náufrago
Sois a inundação
Na sentença irrefutável
Eis a presunção

Arquitetura estrutural
Vós sois tônus nos músculos
Cinética em gestos minúsculos
Sois cerne e cerimonial

Garoa fria sem igual
No outono avermelhado
Desvelando o enovelado
Alvorecendo o crepúsculo

Clamando num oásis
Compondo a treze claves
Iluminado em escarlate
Nebulosas apreciando antares

A pífia plebeia campesina
Subjugando triunfantes generais

Amar-te-ei
Por rejeitar como ninguém
Vós sois cinética
Em gestos minúsculos

Amar-te-ei
Por trejeitar com teu desdém
Vós de volta volveis
Aos amores maiúsculos

Compondo a treze claves
Vós novamente volveis
Conduzindo-nos ao oásis

Composição: Bruno Michel Ferraz Margoni