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As chuvas de maio

Miguel Aceves Mejía

Los aguaceros de mayo

Los aguaceros de mayo
tuvieron la culpa
que fueras infiel;
a l'hora que me citabas
caía el aguacero
y yo abajo de él.

Y como tú te mojabas
nomás no llegabas,
¡ay, pobre de mí!;
en un zaguán un portero
te daba refugio
y ahí te perdí.
Hoy que veo llorar al cielo
yo lo acompaño en su llanto,
me acuerdo los aguaceros
cuando yo te quise tanto,
¡caray, qué sufrir!

Hoy que ya tengo impermeable,
sombrero y paraguas,
no encuentro otro amor;
los aguaceros de mayo
tuvieron la culpa
de mi cr

As chuvas de maio

As chuvas de maio
foram as culpadas
por você ter me traído;
a hora que você me chamava
caía a tempestade
e eu lá embaixo, me molhando.

E como você se molhava
só não chegava,
aí, pobre de mim!;
um hall, um porteiro
te dava abrigo
e foi aí que te perdi.
Hoje que vejo o céu chorar
eu o acompanho no seu pranto,
me lembro das chuvas
das quais eu tanto te amei,
caramba, que sofrimento!

Hoje que já tenho capa de chuva,
hat e guarda-chuva,
não encontro outro amor;
as chuvas de maio
foram as culpadas
pelo meu coração partido.

Composição: Lorenzo Bacelata