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Veneno

Miguel Ángel Muñoz

Veneno

Veneno en tus besos,
Mortal es tu mirada,
Ya sé que no puedo escapar,
Primero muerto antes que nada,
La tapa de tu boca,
Que asesina y loca,
Que sabe como hacer caer,
Al primer tonto que la toca

Déjame caer,
De tus ojos sigo preso
Que más da morir de un beso

Y es que tú de mí,
Haces cuanto te parece,
Juegas y desapareces,
Como el agua entre mis manos,
Sabes que sin ti,
Puedo perder la cabeza,
Porque llueve cuando besas,
Pero escapas de mis manos.

Perdido como un niño,
Que llora sin poder salir,
Del bosque de tu vida,
No le encuentro salida,
Atado por manos y pies,
Sediento y aturdido,
Mi boca se muere de sed,
Si de tus labios no ha bebido,

Déjame caer,
De tus ojos sigo preso
Que más da morir de un beso

Y es que tú de mí,
Haces cuanto te parece,
Juegas y desapareces,
Como el agua entre mis manos,
Sabes que sin ti,
Puedo perder la cabeza,
Porque llueve cuando besas,
Pero escapas de mis manos.

De repente, de repente,
Tu te vas,
Tan suavemente,

Suavemente

Una alucinación,
Drogado el corazón,
De estrellas que se caen de tu pelo,
Cuando besas me desvelo,
Me despierta tu veneno.

Y es que tú de mí,
Haces cuanto te parece,
Juegas y desapareces,
Como el agua entre mis manos,
Sabes que sin ti,
Puedo perder la cabeza,
Porque llueve cuando besas,
Pero escapas de mis manos.

Veneno

Veneno nos teus beijos,
Mortal é o teu olhar,
Já sei que não posso escapar,
Primeiro morto do que nada,
A tampa da tua boca,
Que assassina e louca,
Que sabe como fazer cair,
O primeiro tonto que a toca.

Deixa eu cair,
Dos teus olhos sigo preso
Que diferença faz morrer de um beijo.

E é que você de mim,
Faz o que bem entender,
Brinca e desaparece,
Como a água entre minhas mãos,
Sabe que sem você,
Posso perder a cabeça,
Porque chove quando beija,
Mas escapa das minhas mãos.

Perdido como uma criança,
Que chora sem poder sair,
Da floresta da tua vida,
Não encontro saída,
Amarrado por mãos e pés,
Sedento e aturdido,
Minha boca morre de sede,
Se dos teus lábios não bebeu.

Deixa eu cair,
Dos teus olhos sigo preso
Que diferença faz morrer de um beijo.

E é que você de mim,
Faz o que bem entender,
Brinca e desaparece,
Como a água entre minhas mãos,
Sabe que sem você,
Posso perder a cabeça,
Porque chove quando beija,
Mas escapa das minhas mãos.

De repente, de repente,
Você vai,
Tão suavemente,

Suavemente.

Uma alucinação,
Coração drogado,
De estrelas que caem do teu cabelo,
Quando beija, me desvelo,
Teu veneno me desperta.

E é que você de mim,
Faz o que bem entender,
Brinca e desaparece,
Como a água entre minhas mãos,
Sabe que sem você,
Posso perder a cabeça,
Porque chove quando beija,
Mas escapa das minhas mãos.