La marcha de la bronca
Bronca cuando ríen satisfechos
Al haber comprado sus derechos
Bronca cuando se hacen moralistas
Y entran a correr a los artistas
Bronca cuando a plena luz del día
Sacan a pasear su hipocresía
Bronca de la brava, de la mía
Bronca que se puede recitar
Para los que toman lo que es nuestro
Con el guante de disimular
Para el que maneja los piolines
De la marioneta universal
Para el que ha marcado las barajas
Y recibe siempre la mejor
Con el as de espada nos domina
Y con el de bastos entra a dar y dar y
¡Marcha! Un, dos
No puedo ver
Tanta mentira organizada
Sin responder con voz ronca
Mi bronca
Mi bronca
Bronca porque matan con descaro
Pero nunca nada queda claro
Bronca porque roba el asaltante
Pero también roba el gobernante
Bronca porque está prohibido todo
Hasta lo que haré de cualquier modo
Bronca porque no se paga fianza
Si nos encarcelan la esperanza
Bronca, bronca, aaaaah
Los que mandan tienen este mundo
Repodrido y dividido en dos
Culpa de su afán de conquistarse
Por la fuerza o por la explotación
Bronca pues entonces cuando quieren
Que me corte el pelo sin razón
Es mejor tener el pelo libre
Que la libertad con fijador
¡Marcha!
No puedo ver
Tanto desastre organizado
Sin responder la voz ronca
De bronca
De bronca
Bronca sin fusiles y sin bombas
Bronca con los dos dedos en V
Bronca que también es esperanza
Marcha de la bronca y de la fe
A Marcha da Revolta
Revolta quando riem satisfeitos
Por terem comprado seus direitos
Revolta quando se tornam moralistas
E saem correndo atrás dos artistas
Revolta quando à luz do dia
Mostram sua hipocrisia
Revolta da brava, a minha
Revolta que dá pra recitar
Para quem toma o que é nosso
Com a luva do disfarçar
Para quem puxa as cordas
Da marionete universal
Para quem baralhou as cartas
E sempre recebe a melhor
Com o ás de espadas nos domina
E com o de paus vem dando e dando e
Marcha! Um, dois
Não consigo ver
Tanta mentira organizada
Sem responder com voz rouca
Minha revolta
Minha revolta
Revolta porque matam com descaro
Mas nunca nada fica claro
Revolta porque o assaltante rouba
Mas o governante também rouba
Revolta porque tudo é proibido
Até o que farei de qualquer jeito
Revolta porque não se paga fiança
Se nos encarceram a esperança
Revolta, revolta, aaaaah
Os que mandam têm este mundo
Podre e dividido em dois
Culpa do desejo de conquistar
Pela força ou pela exploração
Revolta então quando querem
Que eu corte o cabelo sem razão
É melhor ter o cabelo livre
Do que a liberdade com fixador
Marcha!
Não consigo ver
Tanto desastre organizado
Sem responder a voz rouca
De revolta
De revolta
Revolta sem fuzis e sem bombas
Revolta com os dois dedos em V
Revolta que também é esperança
Marcha da revolta e da fé
Composição: Pedro, Pablo. Miguel Cantilo