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Sozinho

Mikel Erentxun

En Solitario

He pagado lo que debo,
ya se pueden cancelar
mis deudas de don nadie,
mis palabras de vaivén.
Carta blanca
pasaporte
y poco más que añadir.
Sé que hasta hoy
no he mirado
ni una pizca por mi
a pesar de caminar
en solitario
siempre he andado por ti.
No son nubes de verano
tienen la velocidad
de la sangre que circula
por mis venas, es decir
de un estanque
de un pantano
es mi eterna indecisión.
¡Bien! cada cual
pide aquello
que es de su propiedad,
pero a mí, a mí,
quién me paga
mi ración doble de soledad
(y mi mal nombre...).

Sozinho

Eu paguei o que devia,
já dá pra cancelar
minhas dívidas de ninguém,
minhas palavras ao léu.
Carta branca
passaporte
e pouco mais pra acrescentar.
Sei que até hoje
não olhei
nem um pouco por mim
apesar de andar
sozinho
sempre andei por você.
Não são nuvens de verão
elas têm a velocidade
da sangue que circula
pelas minhas veias, ou seja
um lago
um pântano
é minha eterna indecisão.
Beleza! cada um
pede aquilo
que é seu por direito,
mas e eu, e eu,
quem me paga
minha dose dupla de solidão
(e meu mau nome...).

Composição: Mikel Erentxun