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Acrobatas

Mikel Erentxun

Acrobatas

No es provisional
esta enfermedad
mirándote
sé que me ha dominado
tú me dices que no hay nada...
La fauna abisal
que hay en tu mirada
ha hecho de mí
un desconfiado
me resisto a acabar
siendo un cero a tu izquierda.
Quiero que tú
me dejes vivir
estrangular
el miedo de perderte
quiero que él
me deje vivir
poder evitar... su amenaza.
Voy a pensar
que todo es diferente
voy a creer
en todo lo que digas
¿fue una mala racha
o que no supe entenderte?
Huyo de ti
igual que un imán
para ocupar
tu celda de oro
huyo de mí
en un salto mortal
tienes la red
en tus manos.
Quiero que tú
me dejes vivir
quiero que él
me deje vivir
sin su amenaza.
Acróbatas
acróbatas
fuimos un par de acróbatas
fuimos un par de acróbatas.

Acrobatas

Não é provisório
essa doença
te olhando
sei que me dominou
tu diz que não há nada...
A fauna abissal
que há no seu olhar
fez de mim
um desconfiado
me recuso a acabar
sendo um zero à sua esquerda.
Quero que você
me deixe viver
estrangular
o medo de te perder
quero que ele
me deixe viver
poder evitar... sua ameaça.
Vou pensar
que tudo é diferente
vou acreditar
em tudo que você disser
foi uma fase ruim
ou que não soube te entender?
Fujo de você
igual a um ímã
para ocupar
sua cela de ouro
fujo de mim
num salto mortal
tu tens a rede
nas suas mãos.
Quero que você
me deixe viver
quero que ele
me deixe viver
sem sua ameaça.
Acrobatas
acrobatas
fomos um par de acrobatas
fomos um par de acrobatas.

Composição: Mikel Erentxun