Quatro dias de sombra, o silêncio é o meu véu
Minha história esquecida sob o peso do céu
A pedra é tão fria, o fôlego é pouco
O que eu era antes, se perdeu nesse oco
O choro das irmãs, eu ouvi na entrada
Minha alma cansada, na cova guardada
Mas sinto um tremor, um rastro no chão
Onde a morte termina, começa a oração
A treva recua, o medo se cala
Eu sinto a palavra que a vida assinala
Não é o meu fim, não é o meu lugar
O Deus do impossível mandou eu acordar
Lázaro, chama o meu nome e a pedra vai rolar
Lázaro, pela Tua luz eu vou me levantar
Se é o milagre do alto ou a alma a resistir
Eu quebro o silêncio, pois eu vou sair
Lázaro, o que estava morto volta a existir
A vida é difícil, o mundo é o algoz
Mas as grades se quebram ao ouvir Tua voz
A angústia me cerca, a dor me invade
Mas Tua presença é a minha verdade
Tira o sudário, renova o meu ser
Quem caminha contigo não aceita perder
O túmulo é pouco pra me segurar
Eu nasci de novo pra Te adorar
Pode me enterrar, eu vou renascer
Pode me selar, eu vou aparecer
A pedra é grande, mas meu Deus é maior
Eu saio do abismo, moldado no pior
Lázaro, chama o meu nome e a pedra vai rolar
Lázaro, pela Tua luz eu vou me levantar
Se é o milagre do alto ou a alma a resistir
Eu quebro o silêncio, pois eu vou sair
Lázaro, o que estava morto volta a existir
Lázaro, chama o meu nome e a pedra vai rolar
Lázaro, pela Tua luz eu vou me levantar
Se é o milagre do alto ou a alma a resistir
Eu quebro o silêncio, pois eu vou sair
Lázaro, o que estava morto volta a existir
Lázaro, chama o meu nome e a pedra vai rolar
Lázaro, pela Tua luz eu vou me levantar
Se é o milagre do alto ou a alma a resistir
Eu quebro o silêncio, pois eu vou sair
Lázaro, o que estava morto volta a existir
Grita meu nome
Eu ouço Tua voz
Lázaro