O Meu País
O meu país,é verde e neboento
é saudoso e antergo,é unha xente e un chan
o meu pais,labrego e mariñeiro
é un recuncho sin tempo,que durme nugallán
Que quece na lareira,aló na carballeira
bota a rir
e unha folla no vento,alento e desalento
o meu país
O meu país,tecendo a sua historia
muiñeira e corredoira,acocha a sua verdá
o meu país saúda o mar aberto
escoita o barlovento,e ponse a camiñar
Cara a metas sin nome van ringleiras de homes
e sin fin
tristes eidos de algures,vieiros pra ningures
o meu país
O meu pais nas noites de invernía
dibuxa a sua agonía,nun vello e nun rapaz
o meu país de lenda e maruxías
agarda novos dias,marchando de vagar
Polas corgas e herdanzas
nasce e morre unha espranza,no porvir
e unha folla no vento,alento e desalento
o meu país.
Meu País
Meu país, é verde e nublado
é saudoso e antigo, é uma gente e um chão
meu país, camponês e pescador
é um canto sem tempo, que dorme em nuvens
Que esquenta na lareira, lá na floresta
solta risadas
e uma folha no vento, ânimo e desânimo
meu país
Meu país, tecendo sua história
muiñeira e caminho, abriga sua verdade
meu país saúda o mar aberto
ouve o vento de proa, e começa a andar
Rumo a metas sem nome vão filas de homens
e sem fim
tristes campos de algum lugar, caminhos pra lugar nenhum
meu país
Meu país nas noites de inverno
desenha sua agonia, em um velho e em um rapaz
meu país de lenda e histórias
aguarda novos dias, marchando devagar
Pelas colheitas e heranças
nasce e morre uma esperança, no futuro
e uma folha no vento, ânimo e desânimo
meu país.
Composição: Xoan Manuel Casado